Praga que ameaça cajueiros leva governo a decretar emergência fitossanitária em 3 cidades do PI
Mosca branca preocupa produtores de caju no Piauí O foco de mosca-branca-do-cajueiro (aleurodicus cocois) nos municípios de Santo Antônio de Lisboa, Francisco Santos e Monsenhor Hipólito levou o Governo do Piauí a declarar emergência fitossanitária. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (18) e vale por 120 dias. A mosca-branca-do-cajueiro, também conhecida por mosca-branca-gigante, por apresentar maior tamanho em relação às outras espécies, é um inseto com asas cobertas por uma secreção pulverulenta branca. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é uma das mais destrutivas para cajucultura. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo o Governo do Piauí, levantamentos fitossanitários feitos entre 10 e 22 de agosto deste ano, pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapi), comprovaram focos da mosca-branca-do-cajueiro em Santo Antônio de Lisboa, Francisco Santos e Monsenhor Hipólito. Com a declaração de emergência fitossanitária, a Adapi está autorizada a expedir diretrizes e medidas para combater e eliminar a praga e, assim, prevenir a disseminação dela para outras regiões do Piauí. Mosca branca preocupa produtores de caju Praga que ameaça cajueiros leva governo a decretar emergência fitossanitária em 3 cidades do PI Reprodução/Antonio Lindemberg Martins Mesquita e Maria do Socorro Cavalcante de Souza Mota Em julho deste ano, o Globo Rural esteve em Santo Antônio de Lisboa, cidade conhecida como a capital do caju no Piauí. Na reportagem, agricultores demonstraram preocupação com a presença da mosca-branca-do-cajueiro nas plantações. O agricultor Maurício Rodrigues, por exemplo, cultiva caju em Santo Antônio de Lisboa há cerca 30 anos. A plantação atual tem 16 hectares, com 2 mil pés plantados e, segundo ele, a colheita prevista para a safra era 80% menor que a anterior. "Do jeito que vai, tá dizimando. Porque tudo que você tira, você tem que gastar com a aplicação de produto, com mão de obra. Se não combater essa mosca branca, ela mata o caju", disse em entrevista ao Globo Rural em julho. Sobre a mosca-branca A estiagem pode favorecer o aparecimento da mosca-branca-do-cajueiro. De acordo com a Embrapa, inseto mede cerca de 2 mm de comprimento e 4 mm de envergadura e fica preso à face inferior das folhas. Ao longo do desenvolvimento, ela excreta uma secreção açucarada, a "mela". Nessa secreção, desenvolvem-se colônias de fungos de cor negra (fumagina) que recobrem toda a face dorsal da folha. "Os sintomas característicos da planta atacada são a presença de colônia de insetos na parte inferior da folha e a ocorrência de fumagina, de acordo com a severidade do ataque", explica a Embrapa. Ainda segundo a Embrapa, podem ser formadas colônias numerosas. Por consequência, a fotossíntese da planta é prejudicada, o que ocasiona esgotamento, baixa produção de castanha e até a morte. Praga que ameaça cajueiros leva governo a decretar emergência fitossanitária em 3 cidades do PI Reprodução/Maria do Socorro Cavalcante de Souza Mota VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
