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Venda de fazenda de R$ 25 milhões a Alexandre Pires: empresário diz que foi excluído de negociação e não recebeu sua parte

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Imagens mostram como é a fazenda A compra de uma fazenda por R$ 25 milhões pelo cantor Alexandre Pires, em Dianópolis, no sudeste do Tocantins, virou alvo de uma disputa judicial entre empresários do agronegócio. O sócio Renato Junio Pinto Guimarães afirma que foi excluído da negociação e não recebeu a parte do valor que teria direito. O caso teve um novo capítulo nesta semana, depois que defesa de Alexandre Pires pediu que o processo tramitasse em sigilo. O argumento foi de que a exposição do caso poderia afetar a intimidade do cantor e revelar informações sobre seu patrimônio. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A Justiça, porém, negou o pedido de segredo total. Na decisão, o juiz afirmou que o interesse público e jornalístico no caso não significa, por si só, violação da intimidade. Em nota, o escritório Moraes Advocacia Rural, que representa Renato, afirmou que a ação busca resguardar os direitos patrimoniais do cliente. Segundo a defesa, ele continua aberto ao diálogo e a um acordo entre as partes. O g1 procurou a defesa de Alexandre Pires, mas não recebeu resposta. Como começou a sociedade entre os empresários Fazenda Buriti, comprada pelo cantor Alexandre Pires, fica em Dianópolis (TO) Reprodução/Google A disputa teve origem em uma sociedade rural de fato formada em 2019 por três empresários: Renato Junio Pinto Guimarães, Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas. O grupo atuava na exploração e na gestão de quatro propriedades rurais na região de Dianópolis: as fazendas Catarina, Sempre Verde, Arara Preta e o Lote 8 da Fazenda Buriti. Segundo Renato, ele era responsável pela gestão diária e pelas atividades agropecuárias das fazendas. Gabriel e Matheus, por outro lado, cuidavam da parte administrativa e da documentação. LEIA MAIS Entenda como a Justiça tratou pedido de sigilo de Alexandre Pires em caso de compra de fazenda por R$ 25 milhões Dez pontos para entender disputa envolvendo fazenda de R$ 25 milhões de Alexandre Pires no TO Ainda de acordo com Renato, os registros formais das propriedades foram feitos em nome de Gabriel e Matheus por uma questão de organização do grupo. Documentos assinados pelos três, como contratos de compra e venda de imóveis rurais e comprovantes de administração conjunta, foram analisados pelo juiz Rodrigo da Silva Perez Araújo, da Vara Cível de Dianópolis. Segundo a decisão, os documentos apresentam indícios de uma relação comercial e empresarial entre os envolvidos, e não apenas de vínculo empregatício. Procurada pelo g1, a defesa de Gabriel e Matheus não enviou resposta. Alexandre Pires se apresenta na Festa do Peão de Barretos Érico Andrade/g1 Visita de Alexandre Pires e negociação de R$ 25 milhões O imóvel envolvido na disputa é o Lote 8 da Fazenda Buriti, com 1.866 hectares, área equivalente a cerca de 2,6 mil campos de futebol. A propriedade fica no Matopiba, região que reúne áreas agrícolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Segundo a defesa de Renato, o empresário apresentou a propriedade a Alexandre Pires antes do fechamento do negócio. A defesa afirma que o cantor sabia que a área pertencia aos três parceiros. Apesar disso, a venda da fazenda, por R$ 25 milhões, foi fechada diretamente entre Gabriel, Matheus e Alexandre Pires. Renato afirma que só soube da negociação depois que ela foi concluída. Ele alega ter sido excluído do negócio e não ter recebido um terço do valor da venda. Ação judicial e inclusão do cantor no processo Renato acionou a Justiça do Tocantins e pediu a anulação de um terço da venda feita a Alexandre Pires. Ele também solicitou que a existência da disputa fosse registrada nas matrículas dos imóveis rurais do grupo. Em decisão de 22 de junho de 2026, o juiz determinou a inclusão de Alexandre Pires no processo. Segundo a decisão, a medida era necessária porque uma eventual mudança na validade do contrato poderia afetar diretamente o imóvel adquirido pelo cantor. O juiz também determinou a manutenção do registro da existência da disputa judicial na matrícula da propriedade. Conflito entre empresários e acionamento do MPTO Imagens mostram confronto entre sócios Com o avanço da disputa financeira e judicial, o conflito entre os empresários também envolveu denúncias de violência. Renato anexou ao processo um boletim de ocorrência, fotos e vídeos de episódios de confusão entre as partes. Em uma gravação feita em julho de 2026, uma caminhonete se aproxima e bate contra o portão de uma fazenda. Em seguida, dois homens descem do veículo, atravessam a cerca e entram na propriedade. Renato também afirmou que máquinas agrícolas foram retiradas sem autorização e que 11 cabeças de gado foram soltas em direção a uma rodovia. Gabriel e Matheus, por sua vez, afirmam no processo que as máquinas e ferramentas pertenciam exclusivamente a eles e não faziam parte da sociedade. Diante dos relatos de agressões e de possíveis crimes, a Justiça acionou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) em agosto de 2026 para acompanhar e apurar o caso. Uma audiência de conciliação realizada em 27 de agosto terminou sem acordo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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