VÍDEO mostra imensa coluna de fumaça negra na capital da Arábia Saudita após ataque
Fumaça sobe do depósito de combustível no Aeroporto Internacional Rei Khalid, após ataques dos houthis, em Riade, Arábia Saudita REUTERS/Stringer Chamas e uma grande coluna de fumaça preta foram vistas subindo perto do aeroporto de Riad no sábado (19). O gabinete de imprensa do governo saudita não respondeu de imediato ao pedido de comentários. Os Houthis afirmaram nesta quarta-feira (16) que abateram um jato de guerra da Arábia Saudita. Riade, por sua vez, acusou o grupo terrorista iemenita de atacar Meca e disse que o incidente "cruzou a linha vermelha". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O grupo terrorista afirmou que derrubou um F-15 da Força Aérea saudita que sobrevoava a cidade de Marib, no Iêmen, e realizava o que chamou de "operação hostil". Horas depois, os Houthis divulgaram fotos de seus membros posando com destroços de uma aeronave com a bandeira da Arábia Saudita. Riade não havia se pronunciado sobre o assunto até a última atualização desta reportagem. O porta-voz Yahya Saree disse também que a Arábia Saudita realizou novos ataques aéreos contra posições houthis no território iemenita, e que os sauditas já fizeram 450 bombardeios nesta semana. Horas depois, os Houthis afirmaram que realizaram novos bombardeios contra a Arábia Saudita, que tiveram como alvo uma refinaria de petróleo na cidade portuária de Yanbu e uma base aérea no sul do país. Agora no g1 Ataque a Meca Já a Arábia Saudita afirmou na terça que abateu um drone que voava em direção a Meca, a cidade mais sagrada do islamismo. Riade disse que o incidente "cruzou a linha vermelha" e prometeu resposta. Os Houthis negaram ter lançado um ataque contra Meca. Ainda na terça, o país havia emitido um alerta de perigo à população da cidade sagrada em meio a um ataque aéreo houthi no território saudita. O alerta, no entanto, foi retirado minutos depois. Centenas de milhares de peregrinos realizam orações de sexta-feira na grande mesquita de Meca, Arábia Saudita, sexta-feira, 14 de janeiro de 2005. Reprodução AP Photo/Amr Nabil Esta foi a primeira vez que acusações sobre um ataque contra Meca surgiram desde início da escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os Houthis —que por sua vez foi deflagrada pela guerra do Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. Essa escalada inclui avanços territoriais dos Houthis pelo Iêmen, em que o grupo se aproximou de controlar o Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao Mar Vermelho. Leia mais abaixo. Um sinal de que os combates expandidos entre Houthis e Arábia Saudita representa uma piora do panorama de segurança do Oriente Médio foi os Estados Unidos endurecerem o alerta de viagem para o país árabe, em que proibiu funcionários do governo de viajar para áreas situadas a menos de 30 km da fronteira com o Iêmen. Ofensiva dos Houthis Navio navega no Estreito de Bab el-Mandeb em abril de 2026. Reuters Os avanços dos Houthis nos últimos dias, incluindo a tomada de diversas cidades-chave na costa do Iêmen e a ilha de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao mar Vermelho, aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita. O país teve suas exportações de petróleo afetadas nas últimas semanas por conta de um bloqueio marítimo houthi e por um bombardeio de drone vindo do Iraque que interrompeu a operação o oleoduto leste-oeste, o principal do país. Riade atribuiu o ataque ao oleoduto a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque. Na atual conjuntura, os Houthis estão próximos de controlar Bab el-Mandeb, segundo a agência de notícias Reuters. O Catar afirmou na terça que isso seria "catastrófico". Em resposta à ofensiva dos Houthis, as Forças Aéreas saudita e iemenita intensificaram os bombardeios contra alvos do grupo, inclusive nas proximidades do histórico porto de Moca, no mar Vermelho. Mas o grupo terrorista manteve o controle efetivo de quase toda a costa oeste do país ao longo do mar Vermelho, segundo autoridades do governo iemenita reconhecido internacionalmente. Caça de guerra F-15 do Exército da Arábia Saudita. Foto de outubro de 2011. Erica Knight/Domínio público via Wikimedia Commons
