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Via Leste-Oeste em Ribeirão Preto: prefeitura assina contrato para começar obra por ponte sobre a Rodovia Anhanguera

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A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) assinou nesta sexta-feira (18) o contrato para dar início à primeira etapa da Via Leste-Oeste, projeto de mobilidade urbana que prevê uma nova ligação entre diferentes regiões da cidade. O primeiro trecho terá 2,5 quilômetros, passará pelo Morro da Vitória e contará com uma ponte estaiada sobre a Rodovia Anhanguera. O contrato para a execução da primeira etapa prevê investimento de R$ 263,1 milhões, dos quais R$ 250 milhões serão financiados e R$ 13,1 milhões correspondem à contrapartida do município. Segundo a prefeitura, a obra deve facilitar principalmente o deslocamento de moradores da zona Leste. A rodovia funciona hoje como uma barreira física entre bairros como Parque Residencial Cândido Portinari e Parque dos Flamboyans e outras regiões da cidade. Além da nova travessia, o projeto prevê três faixas em cada sentido — duas para o tráfego geral e uma exclusiva para ônibus —, além de estrutura para ciclistas e pedestres. A expectativa é de que a nova ligação também tenha impacto no trânsito para moradores de bairros como Jardim Ângelo Jurca, Jardim José Figueira, Jardim Zara, Jardim Paulistano, parte do Parque São Sebastião e Parque das Gaivotas. Durante a assinatura do contrato, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que o objetivo da intervenção é criar alternativas de deslocamento e reduzir o tempo gasto no trânsito. “Vai melhorar, de fato, a vida das pessoas de Ribeirão Preto, por conectar regiões e melhorar o transporte das pessoas, garantindo mais segurança e redução do tempo de deslocamento.” Ponte sobre a Anhanguera A primeira etapa corresponde ao chamado trecho Morro da Vitória. A partir da ponte sobre a Anhanguera, a nova via seguirá pela região em direção ao eixo formado pelas avenidas João Bim e Clóvis Bevilacqua. A proposta é que o novo caminho amplie as opções para quem precisa entrar ou sair dos bairros da zona Leste, distribuindo o fluxo hoje concentrado nas ligações já existentes. O trecho também será construído dentro do conceito de "via completa": além dos carros, o projeto reserva espaço exclusivo para o transporte coletivo e prevê infraestrutura para ciclistas e pedestres. A intervenção faz parte de um projeto maior de mobilidade urbana que já havia recebido a liberação de recursos federais. Projeto prevê 27 quilômetros Quando concluída, a Via Leste-Oeste deverá ter 27,1 quilômetros de intervenções, divididos em quatro grandes trechos: Morro da Vitória, Tanquinho/Lagoinha, Via Norte e Rio Pardo. A proposta é criar um eixo que conecte as regiões Leste e Oeste passando pela zona Norte, oferecendo novas alternativas aos trajetos existentes. No projeto completo, estão previstos aproximadamente 13,7 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus e 35 quilômetros de ciclovias bidirecionais segregadas, além de calçadas acessíveis, iluminação, drenagem, sinalização e áreas verdes. Também estão projetadas 31 estruturas, entre pontes, transposições e passarelas, para vencer obstáculos como rodovias, cursos d'água e outros pontos que dificultam a conexão entre regiões da cidade. O investimento estimado para todas as etapas da Via Leste-Oeste é de aproximadamente R$ 1,15 bilhão. A execução será feita por partes, começando pelo Morro da Vitória. Drenagem e áreas verdes O projeto não se limita às intervenções viárias. A Via Leste-Oeste prevê cerca de 100 hectares de áreas verdes, parques lineares e recuperação de áreas de preservação, além de obras de micro e macrodrenagem. Na Avenida Rio Pardo, por exemplo, a proposta é transformar o antigo ramal ferroviário desativado em um parque linear integrado ao corredor de transporte coletivo. Miriam Belchior também destacou esse aspecto do projeto e afirmou que as intervenções precisam considerar a capacidade da cidade de enfrentar eventos climáticos e reduzir problemas como alagamentos. “Não adianta rasgar a cidade, fazer uma avenida e não levar em conta a necessidade de conviver com o meio ambiente e garantir melhores condições para a população.” Segundo a ministra, áreas ferroviárias também foram cedidas pelo governo federal para permitir a implantação de partes do empreendimento e das intervenções urbanísticas previstas no projeto.

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