PCDs no Brasil: o que os dados do IBGE revelam sobre trabalho, renda e educação
Fachada IBGE AMAPÁ Crystofher Andrade/g1 Nesta sexta-feira (18) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a 2ª edição do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, com dados do Censo Demográfico 2022. Em 2022, havia 14,4 milhões de pessoas com deficiência (PCDs) no Brasil. Isso representa cerca de 7,3% da população, sendo 6,03% com deficiência severa (muita dificuldade em alguma função) e 1,23% com deficiência profunda. 🔎A publicação utiliza, além dos dados do último Censo, fontes complementares como Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC); o Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Censo Escolar e Censo da Educação Superior, do INEP; e dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Agora no g1 Confira destaques da divulgação em cinco gráficos: Tipo de dificuldade de PCDs Entre as pessoas com deficiência, a dificuldade mais comum é para enxergar, que atinge 4,0% da população. Em seguida vêm as dificuldades para caminhar ou subir degraus (2,6%) e para pegar objetos pequenos (2,0%). Dificuldades associadas a funções mentais e a mais de uma limitação simultânea aparecem empatadas, com 1,4% cada, e a dificuldade para ouvir atinge 1,3% da população. IBGE: Dificuldades de PCDs Arte/g1 Mercado de trabalho e rendimento A renda do trabalho tem peso menor na composição da renda de domicílios com moradores com deficiência. Nesses lares, o trabalho responde por 55,7% da renda total, enquanto outras fontes como aposentadorias, pensões e benefícios sociais somam 44,3%. Já nos domicílios sem pessoas com deficiência, o trabalho é a fonte predominante, com 78,4% da renda, contra apenas 21,6% de outras fontes. IBGE: trabalho tem menor participação na renda de domicílios com PCDs Arte/g1 Em 2022, o nível de ocupação das pessoas com deficiência era de 29,0%, quase metade do registrado entre pessoas sem deficiência (55,8%). A distância cresce junto com a gravidade da deficiência: cai para 21,2% entre pessoas com deficiência profunda. A diferença se repete na contribuição previdenciária: 57,9% das pessoas ocupadas com deficiência contribuem para a previdência, ante 67,7% das pessoas sem deficiência. IBGE: Dados mostram menor nível de ocupação e contribuição previdenciária de PCDs Arte/g1 Educação e analfabetismo A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é doze vezes maior do que entre as sem deficiência. Enquanto o indicador chega a 12,2% entre as pessoas com deficiência, cai para apenas 1,0% entre as demais. IBGE: Taxa de analfabetismo é 12x maior em PCDs Arte/g1 Governo federal empregou mais PCDs em 2025 A proporção de pessoas com deficiência no serviço público federal vem crescendo. Entre 2015 e 2024, o percentual de servidores ativos com deficiência avançou , de 0,7% para 1,5%, com uma queda em 2019 (0,5%). Em 2025, houve um salto expressivo, para 2,8%. O mesmo padrão se repete nos cargos comissionados: entre os de nível 1 a 12, a proporção foi de 0,8% em 2015 para 3,1% em 2025; entre os de nível 13 a 17 (os mais altos e mais bem remunerados), o avanço foi de 0,3% para 1,5% no mesmo período. IBGE: PCDs no serviço público federal Arte/g1
