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Mãe que busca responsabilizar bets após morte do filho vai a Brasília e cobra fim das apostas: ‘Regulamentar não basta’

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Mãe busca responsabilizar bets e influenciadores após morte do filho em MG A mobilização de Vânia de Souza Borges, moradora de Uberlândia, contra as plataformas de apostas on-line chegou até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem ela se reuniu no último domingo (13). Vânia é mãe de Rafael Borges Amaral, morto em 2024, e ela atribui a perda do filho à dependência de bets e jogos de azar. A professora, além de outras sete pessoas ,que se declaram dependentes de apostas, foram compartilhar com o presidente da República a realidade de quem é impactado pelos danos causados por esse tipo de vício. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp “Ele queria ouvir nossa história e nossa opinião sobre o que deve ser feito para combater isso.”, contou a mãe ao g1. Segundo a professora, o convite veio após a repercussão de sua luta pública contra as plataformas de bets. Desde 2024, Vânia reúne uma série de documentos, além de áudios e e-mails do filho, que relacionam diretamente a dependência de bets e jogos de azar on-line à morte dele. Vânia fez denúncias ao Ministério Público e procurou órgãos públicos para cobrar investigações sobre a atuação das empresas de apostas. A história ganhou repercussão nacional após uma carta escrita por ela ser anexada aos documentos da CPI das Bets no Senado. ENTENDA: A luta da mãe que busca responsabilizar influenciadores e bets após a morte do filho Frente a frente com o presidente da República, a mãe de Rafael apresentou a única medida que acredita ser eficaz no combate a esse problema: “Ele perguntou e eu fui direta. Falei que a solução é cortar o mal pela raiz, é acabar com as bets. Falei que regulamentar não basta, teria que acabar definitivamente. Ele perguntou para elas [outras pessoas presentes] se elas concordavam, e elas disseram que sim. Agora, se ele vai acolher ou não, não sabemos.” Após acessar o celular e a caixa de e-mails de Rafael, Vânia encontrou dezenas de mensagens promocionais de plataformas de apostas que continuaram chegando mesmo depois da morte do jovem Reprodução/Redes Sociais Rafael morreu em 2024 após período de dependência em apostas Rafael Borges Amaral morreu aos 26 anos, em 23 de março de 2024, em Uberlândia. O boletim de ocorrência registrou a morte como suicídio. A mãe sustenta que a dependência em apostas on-line teve papel determinante no desfecho. Segundo Vânia, as apostas passaram a ocupar parte significativa da rotina do filho, que trabalhava durante o dia e continuava jogando ao chegar em casa. Ela afirma que o vício afetou o trabalho, a renda e as relações pessoais de Rafael. Pouco antes de morrer, ele teria enviado um áudio a um amigo relatando que não conseguia mais controlar as apostas e as perdas financeiras. A mãe também afirma ter identificado uma transferência de R$ 30 feita por Rafael, na madrugada do dia da morte, para uma conta vinculada à empresa responsável pelo chamado "Jogo do Tigrinho". LEIA MAIS: Mulher que ficou dependente de remédio após venda sem receita procurou farmácia depois de engordar 50 kg na gravidez Homem que ligou 60 vezes para a ex em um dia é condenado por stalking Mãe manda filho trabalhar e acaba agredida com voadora e pedradas Mãe busca responsabilizar bets e influenciadores Após a morte do filho, Vânia procurou o Ministério Público e a Polícia Civil para pedir a investigação do caso. Em maio de 2025, o Ministério Público de Minas Gerais determinou o arquivamento da investigação. Segundo a família, não houve, até o momento, apuração oficial que relacione diretamente as apostas à morte de Rafael. Vânia, no entanto, continuou buscando responsabilização nas esferas administrativa e política. Ela passou a reunir documentos e outros registros sobre a relação do filho com as apostas, além de cobrar mudanças nas regras do setor e medidas contra plataformas e influenciadores que promovem esse tipo de conteúdo. A história ganhou repercussão nacional após uma carta escrita por Vânia ser anexada aos documentos da CPI das Bets no Senado. O caso também motivou um novo pedido de investigação e passou a integrar a mobilização da professora para cobrar respostas e mudanças na regulamentação das apostas on-line. Rafael com a família Reprodução/Redes Sociais 'PL Rafael' A deputada federal Dandara (PT-MG) protocolou uma representação no Ministério da Justiça e Segurança Pública para que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor apurem possíveis práticas de publicidade enganosa, estratégias digitais consideradas predatórias e falhas na proteção de usuários das plataformas de apostas. Além da representação ao Ministério da Justiça, a deputada também apresentou dois projetos de lei relacionados ao mercado de apostas, apelidados de "PLs Rafael". Um deles proíbe que influenciadores e afiliados sejam remunerados com base nas perdas financeiras dos apostadores atraídos por suas publicidades. Pela proposta, eles só poderão receber valores fixos por campanhas, sem vínculo com depósitos, apostas ou prejuízos dos usuários. O segundo projeto obriga as plataformas de apostas a monitorar o comportamento dos usuários para identificar sinais de compulsão. Caso sejam detectados indícios de dependência, as empresas deverão comunicar a Secretaria de Prêmios e Apostas, que poderá determinar o bloqueio temporário da conta por, no mínimo, 60 dias. Durante esse período, o apostador não poderá receber publicidade ou bônus de incentivo e deverá ser orientado sobre canais de apoio psicológico. Os dois projetos aguardam o início da tramitação na Câmara dos Deputados. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas e

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