Paulo Veiga garante apoio e respeito do MpD pela autonomia da candidatura de Joana Rosa
Conforme salientou, em conferencia de imprensa, a candidatura de Joana Rosa “é e pretende ser uma candidatura superpartidária”, com uma estratégia própria, direcção própria e terá, “naturalmente, de procurar apoios muito para além das fronteiras do Movimento para a Democracia”. “O MPD respeitará essa natureza e respeitará a autonomia da candidata na definição da sua estratégia. Por isso, não queremos transformar as próximas eleições presidenciais numa luta entre o MPD e o PAICV. Não é isso que estará em causa no dia 15 de Novembro. De acordo com o líder do partido, estarão em causa as candidaturas presidenciais, projectos diferentes para o exercício da Presidência da República e a escolha que os cabo-verdianos livremente farão entre elas. "E é nesse quadro que o MPD respeitará a autonomia da candidatura da doutora Joana Rosa e cumprirá a decisão de apoio que foi tomada pelos órgãos do Partido nos moldes que a agora candidata presidencial solicitará”, afirmou. Paulo Veiga anunciou ainda duas prioridades para a nova etapa do partido, que passam por preparar a 14.ª Convenção Nacional, marcada para os dias 9, 10 e 11 de Outubro, e não permitir que exista um vazio político entre as eleições internas e a Convenção. “Foram mais de 100 dias de debate e, naturalmente, também de divergência. Tudo isto faz parte da democracia, sendo que agora começa uma nova etapa, em que temos de unir o Partido, preparar uma grande convenção nacional, reorganizar o MPD e assumir plenamente as nossas responsabilidades enquanto maior partido da oposição”, afirmou. Acerca da preparação da 14.ª Convenção Nacional, Paulo Veiga reconheceu que o prolongamento do processo eleitoral interno reduziu “significativamente” o período disponível para preparar uma convenção desta dimensão, tendo em conta as exigências estatutárias, financeiras e logísticas. O encontro, de acordo com o líder do partido, deverá ser “um grande momento de reencontro do Partido, de debate e de definição do caminho que queremos seguir”. A segunda prioridade, conforme apontou, passa por assegurar a intervenção política do MpD antes da Convenção. “Não permitiremos que exista um vazio político entre estas eleições e a Convenção. O País não pode esperar pelo dia 9 de Outubro para ter um MPD presente”, afirmou. Neste sentido, Paulo Veiga disse estar em curso um processo de transição, com reuniões com os diferentes órgãos e estruturas internas do partido. “Aliás, quero reforçar, pretendemos reunir com todos os órgãos do Partido, com o seu grupo parlamentar, com os nossos autárquicos e eleitos locais, com as nossas estruturas concelhias e com as Mulheres Democratas e os nossos jovens da JPD”, assegurou. Paulo Veiga garantiu ainda que pretende tranquilizar os militantes durante o período de transição, destacando que foram criados mecanismos e equipas para acompanhar o que se passa a nível nacional e internacional e apoiar o grupo parlamentar no novo ano político. Entre as medidas, anunciou a criação de uma equipa para analisar a proposta de Orçamento do Estado, que será apresentada pelo Governo no próximo dia 1 de Outubro, e apoiar os deputados na elaboração de propostas. Indicou ainda que o partido está a acompanhar o debate sobre o Estado da Justiça e questões relacionadas com o preço dos combustíveis e os efeitos da ausência de chuva na pecuária e na agricultura, particularmente nas ilhas do Maio e da Boa Vista. O Presidente do MpD destacou ainda a importância de acompanhar a actualidade internacional, num contexto que considera de “profunda instabilidade”, pelo que defendeu ser necessário conhecer os riscos para o país e preparar mecanismos de mitigação. “Não prometemos que tudo será fácil. Prometemos trabalho, prometemos ouvir, prometemos dizer a verdade aos militantes e aos cabo-verdianos”, assegurou Paulo Veiga.
