Ao RJ1, Juliete Pantoja defende retomada da Cedae e presença do Estado em territórios dominados pelo crime
A candidata da Unidade Popular (UP) ao governo do Rio de Janeiro, Juliete Pantoja, defendeu a retomada da Cedae e a ampliação da presença do Estado em territórios controlados pelo crime durante entrevista ao RJ1. Ela também criticou as privatizações no estado e afirmou que pretende mudar a política de operações nas comunidades. A Globo convidou os postulantes que atingiram no mínimo 5% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro para entrevistas ao vivo no RJ. Participaram Garotinho, do Republicanos (veja como foi); Douglas Ruas, do PL (veja como foi); e Eduardo Paes, do PSD (veja como foi). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Os outros cinco candidatos tiveram entrevistas gravadas, que serão exibidas nesta quinta-feira (17) e na sexta (18). Ao falar sobre seus projetos para a economia, Pantoja atribuiu o que chamou de “caos na economia” do Rio de Janeiro aos grupos políticos que, segundo ela, se revezam no poder há mais de 30 anos. "O caos na economia que nós encontramos no nosso estado é produto desses mesmos que hoje são candidatos e do mesmo grupo político que se reveza no poder há mais de 30 anos no nosso estado", afirmou. Agora no g1 A candidata criticou o aumento de subsídios para empresas e o avanço das privatizações, citando a Cedae, a energia elétrica e o transporte. Segundo ela, esse modelo faz com que a população pague mais caro por serviços de qualidade inferior. “Por isso nós da Unidade Popular defendemos uma economia socialista, uma economia que ponha fim ao processo de privatizações.” "Essa consequente política de aumentar os subsídios para as empresas, em que o povo tem que pagar a conta, [e o] avanço das privatizações, como foi o caso da privatização da Cedae, a privatização da energia elétrica, do transporte, fazem com que o povo do Rio de Janeiro tenha acesso a serviços de péssima qualidade e que também pague mais caro o preço", disse ela. Juliete também associou as privatizações à desigualdade social: "Porque o processo de privatização serve justamente para isso: para garantir que uma minoria fique cada vez mais rica, enquanto a população sofre com um serviço cada vez mais precarizado. E a gente tem visto isso". A candidata também defendeu investimentos diretos do Estado em saúde e educação, com abertura de concursos públicos e pagamento integral do piso salarial das categorias. "Defendemos uma economia que tenha investimento direto do Estado na educação e na saúde, garantindo a abertura de concursos públicos para a educação e para a saúde, o pagamento integral do piso salarial dessas categorias e a garantia de uma economia que, de fato, sirva ao povo, e não aos interesses de meia dúzia de muito ricos", disse ela. Segurança pública Juliette Pantoja, em entrevista ao RJ1 Reprodução/TV Globo Questionada sobre sua primeira medida para retomar territórios controlados pelo crime, Juliete Pantoja defendeu uma política de Estado que garanta a presença do poder público nessas regiões. A candidata citou investimentos em educação e saúde como parte da estratégia de segurança pública e afirmou que o combate à desigualdade social é fundamental para garantir a segurança da população. “Essa política de operações criminosas nas comunidades no Rio de Janeiro precisa acabar.” "Nós defendemos uma política de Estado [com] garantia da presença do Estado nos territórios dessa maneira, com educação, com saúde. Tudo isso, para nós, é segurança pública, porque o combate à desigualdade social é, de fato, também [uma forma de] garantir segurança pública", acrescentou.
