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BRB pede que STF libere valores bloqueados em investigação do caso Master

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Foto de 19 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Joédson Alves/Agência Brasil O Banco de Brasília (BRB) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ativos financeiros bloqueados por causa da investigação relacionada ao banco Master sejam liberados com urgência. A decisão que bloqueou os ativos é de julho deste ano e, segundo o documento, teve objetivo de preservar os valores "até que fosse possível identificar, com segurança, sua origem, sua vinculação aos fatos investigados e sua correta destinação". Na petição assinada nesta quinta-feira (17), o BRB pede que sejam liberados os ativos cuja cessão ao banco estatal "tenha sido regularmente celebrada antes da decretação da liquidação extrajudicial e da constrição judicial, desde que a titularidade possa ser demonstrada sem controvérsia material específica". "Se administradores incumbidos da proteção do patrimônio social utilizaram os poderes inerentes aos seus cargos para favorecer terceiro, a atuação ilícita desses agentes não converte a companhia em autora do próprio dano", afirma o BRB ao STF. Entre as operações cujos fluxos de pagamentos e titularidade atualmente sob investigação, está o programa de crédito CredCesta, com vinculação de 417 convênios. O BRB pede ao ministro que os valores provenientes desses convênios sejam depositados em uma conta específica, mantida pelo próprio banco e controlada pelo STF. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Crise no BRB Investigação da Polícia Federal aponta que direção do BRB sabia das fraudes ➡️O BRB enfrenta a pior crise de sua história desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou as suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. ➡️O BRB tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra foi barrada pelo Banco Central e, depois, o BRB descobriu que parte das carteiras compradas era fraudulenta e sem lastro. ➡️O governo do DF é acionista majoritário do BRB e tenta, agora, um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio da instituição. O governo federal já informou que não pode dar garantia a essa operação, mas o DF vem insistindo no pedido. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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