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Operação que mira ex-vereador Milton Leite teve origem em investigação da DISE de Mogi das Cruzes em 2024

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Milton Leite é alvo de operação da Polícia Civil coordenada pela DISE de Mogi A Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo e estruturas do poder público em São Paulo, é conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Mogi das Cruzes. Segundo a Justiça, a investigação é um desdobramento da Operação Decurio, realizada em 2024 pela mesma delegacia. Entre os alvos da investigação estão o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva (PL). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Investigação começou em Mogi das Cruzes Segundo o delegado Fabricio Intelizano, que participou da investigação em 2024, o caso começou após uma apreensão de cerca de 30 quilos de drogas em Itaquaquecetuba. “Nós efetuamos a apreensão de cerca de 30 quilos de drogas em Itaquá. E, no decorrer da investigação, prendemos uma mulher que era responsável pela posse dessas substâncias. A partir daí, identificamos diversas pessoas envolvidas com o Primeiro Comando da Capital. Pessoas relacionadas aos níveis mais elevados e pessoas que colaboram com a comunicação, entre as pessoas que estão nas ruas”, explicou o responsável pelas investigações da operação Decurio. A investigação avançou a partir da extração de dados do celular da mulher de um dos líderes da facção. Na época, foram cumpridos 20 mandados de prisão temporária e 60 de busca e apreensão em 15 cidades do estado de São Paulo, incluindo Mogi das Cruzes. Ao menos 13 pessoas foram presas. Segundo o delegado, a investigação também identificou indícios de que pessoas ligadas à facção atuavam no financiamento de candidatos nas eleições municipais de 2024. “Verificamos candidatos aos cargos eletivos das próximas eleições sendo financiados pela facção, além de pessoas citadas nominalmente como figuras de interesse da organização criminosa em municípios como Mogi das Cruzes e Santo André”, contou Intelizano em 2024. Operação da DISE de Mogi das Cruzes investiga Milton Leite, ex-presidente da Câmara de SP Foto 1: Natan Lira/g1 - Foto 2: Paulo Gomes/TV Globo Operação Contaminatio Como desdobramento das investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram a Operação Contaminatio, em abril de 2026. Essa etapa investigou uma fintech que, segundo a apuração, seria utilizada pelo PCC e teria como objetivo permitir a entrada da organização em administrações municipais para atuar na gestão do recebimento de tributos e taxas. Operação Vectura Corrupta Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no sistema de transporte de SP Em 2026, a operação Vectura Corrupta investiga a possível infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo de São Paulo. Ao todo, a polícia lista 17 pessoas com diferentes níveis de envolvimento e funções atribuídas na investigação. A ação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes frentes, incluindo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais. A apuração também mira a chamada "Sintonia dos Gravatas", núcleo que, segundo a polícia, reuniria advogados que atuariam em benefício da organização criminosa. LEIA MAIS Conheça os nomes listados pela polícia na investigação que mira presença do PCC nos ônibus de São Paulo Polícia mira ex-vereador Milton Leite em investigação contra PCC em SP Operação policial contra integrantes do PCC prende ao menos 13 pessoas no estado de SP 12 empresas de ônibus são investigadas Garagem da viação A2 Transportes, na Zona Sul de São Paulo Reprodução/TV Globo Segundo a investigação, 12 das 22 empresas que operam o sistema de transporte coletivo da capital seriam, em tese, controladas direta ou indiretamente pelo PCC. São elas: Viação Transcap, Alfa Rodobus, Transwolff, A2 Transportes, Imperial Transportes, Move Bus, Pêssego Transportes, Allianz Transportes, Transunião, Qualibus Transportes, Norte Bus e Spencer Transportes. Parte dessas empresas já apareceu em investigações anteriores da Polícia Civil e do Ministério Público sobre a atuação do PCC no setor. A Transwolff, por exemplo, foi alvo da Operação Fim da Linha. O então presidente da empresa, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, foi preso sob suspeita de vínculos com a facção. A investigação também aponta que Alfa Rodobus e Sancetur assumiram operações anteriormente realizadas por Transwolff e UpBus após a operação de 2024. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam uma possível infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital, com atuação de integrantes e intermediários da facção em empresas e procedimentos licitatórios. ‘Sintonia dos Gravatas’ Outra frente da operação investiga a chamada “Sintonia dos Gravatas”, grupo que, segundo a Polícia Civil, reuniria advogados que atuariam em benefício do PCC e teriam ultrapassado os limites do exercício profissional. Entre os investigados estão Cícero José dos Santos Filho, Eduardo Medeiros e Milton Mello Milreu. Segundo a investigação, escritórios e contas bancárias teriam sido utilizados para reuniões, movimentações financeiras e outras atividades de interesse da organização criminosa. Entre os investigados citados nesta frente está José Daniel Satilite, conhecido como Alemão. A Polícia Civil afirma que ele integra o PCC e atuaria como intermediário entre empresários, advogados, políticos, pessoas próximas a políticos e integrantes da facção. O documento judicial afirma que a investigação é baseada, entre outros elementos, na análise de aparelhos eletrônicos, documentos e informações financeiras reunidos ao longo das apurações. A decisão ressalta que as suspeitas estão sendo analisadas nesta fase da investigação e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade penal dos investigados. Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê

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