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Quem é Milton Leite, ex-presidente da Câmara de SP alvo de operação que investiga infiltração do PCC

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O ex-vereador Milton Leite (União Brasil) recebe, em junho de 2025, o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a maior honraria da Alesp Divulgação/Alesp Milton Leite, do União Brasil, é um dos políticos mais tradicionais — e poderosos — de São Paulo. Ocupou uma cadeira na Câmara Municipal da capital por 27 anos, entre 1997 e 2024, e presidiu o Legislativo paulistano por quatro vezes. Com 70 anos, ele começou na política em 1990. Quando jovem, chegou a ser filiado ao PCB, mas pouco depois ingressou no MDB. Ao longo da carreira, construiu sua principal base eleitoral na Zona Sul da capital, especialmente no Grajaú. Nas eleições de 2020, foi o segundo vereador mais votado da cidade, com 132.716 votos. Naquele ano, sua campanha foi a que mais gastou entre os candidatos à Câmara, com despesas de cerca de R$ 2,5 milhões. Segundo o site da Câmara, ele já ocupou o cargo de prefeito em exercício da capital por cerca de cem dias, tornando-se o presidente da Câmara que mais vezes chefiou o Executivo desde a redemocratização. Leite também acumulou influência dentro do Legislativo paulistano. Foi presidente da Câmara pela primeira vez entre 2017 e 2019, durante a gestão de João Doria na prefeitura, e voltou ao comando da Casa por três mandatos consecutivos. Em dezembro de 2022, foi novamente eleito para a presidência, com 47 dos 55 votos dos vereadores. Naquele período, uma mudança na Lei Orgânica do Município permitiu uma segunda reeleição para a presidência da Câmara. A eleição também contou com um acordo de representação entre as bancadas, que garantiu espaço para PT, PL e Republicanos na Mesa Diretora. Ao anunciar que não disputaria uma nova vaga de vereador em 2024, Leite afirmou que aquele seria seu último mandato parlamentar e que deixaria a vida pública. Em agosto daquele ano, não registrou candidatura à Câmara pela primeira vez após 27 anos no Legislativo. Disse que pretendia continuar como militante do partido por algum tempo antes de se dedicar ao setor privado. Ao anunciar a aposentadoria política, disse que pretendia “ir pescar, cuidar da saúde, da família e dos negócios”. Apesar de deixar a vereança, Leite continuou com atuação política nos bastidores. Em dezembro de 2024, indicou o então secretário de Mobilidade e Trânsito Ricardo Teixeira como seu sucessor na presidência da Câmara. Teixeira foi eleito para comandar a Casa em janeiro de 2025. Leite também passou a presidir o diretório estadual do União Brasil. Em junho de 2025, foi homenageado na Assembleia Legislativa de São Paulo com o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, maior honraria concedida pela Casa. O evento reuniu políticos de diferentes partidos e, segundo o relato publicado à época, aliados viam a homenagem como uma forma de estimular sua volta à política. Relações políticas e família Leite tem ainda dois filhos na política: o deputado estadual Milton Leite Filho (União Brasil) e o deputado federal Alexandre Leite (União Brasil). Em dezembro de 2024, já fora da Câmara, Milton Leite indicou o vereador Ricardo Teixeira, do União Brasil, para disputar a presidência da Casa. Teixeira acabou eleito para o cargo em 1º de janeiro de 2025. Ônibus e carnaval Fora do Legislativo, Leite tem vínculos com as empresas de ônibus da cidade e com a Liga das Escolas de Samba de São Paulo. É presidente de honra da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, do Grajaú, agremiação da qual ele e os filhos são patronos. A escola chegou ao Grupo Especial do carnaval paulistano em 2023, após vencer o Grupo de Acesso em 2022.

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