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Quem são os principais alvos da operação da PF que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro

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O prefeito de Coari, Manoel Adail Pinheiro (Republicanos), e o deputado federal Adail Filho (MDB) são os principais alvos da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (16). A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Prefeitura de Coari, no interior do Amazonas. Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação ocorre enquanto Adail Pinheiro está no comando da Prefeitura de Coari. Ele foi eleito pela primeira vez para o cargo em 2004 e voltou à prefeitura em 2012. Em 2024, foi novamente eleito prefeito do município. A trajetória política de Adail Pinheiro também é marcada por investigações e condenações. Em 2008, ele foi preso pela primeira vez durante a Operação Vorax, da PF, sob suspeita de envolvimento em um esquema que teria desviado mais de R$ 40 milhões da Prefeitura de Coari. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na ocasião, os investigadores também identificaram indícios de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Agora no g1 Em novembro de 2014, Adail foi condenado a 11 anos e 10 meses de prisão por crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes. Ele estava preso desde fevereiro daquele ano. Em janeiro de 2017, a Justiça concedeu a Adail um indulto que extinguiu a pena. O benefício, contudo, foi suspenso no mês seguinte por decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas, após recurso do Ministério Público. A decisão determinou que ele voltasse a cumprir a pena em regime domiciliar monitorado por tornozeleira eletrônica. Trajetória de Adail Filho Filho de Adail Pinheiro, Adail Filho também construiu sua carreira política em Coari. Ele foi eleito prefeito pela primeira vez em 2016 e venceu novamente a eleição de 2020, mas teve o registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral por uma regra que limita a permanência de integrantes do mesmo núcleo familiar no comando do Executivo municipal por mais de dois mandatos consecutivos. Em 2019, quando era prefeito, Adail Filho foi preso durante a Operação Patrinus, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Civil. A investigação apurava suspeitas de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. Segundo as investigações da época, Adail Filho teria utilizado contratos da prefeitura para beneficiar fornecedores que aguardavam pagamentos havia anos. A suspeita era de que empresários pagavam 30% do valor das dívidas para receber os recursos. A operação também investigou suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Além do então prefeito, foram presos na Patrinus o presidente da Câmara de Coari, Keitton Pinheiro, primo de Adail Filho, um empresário e um policial militar. A operação cumpriu mandados de busca em endereços ligados a servidores públicos, vereadores e empresários. Adail Filho e Adail Pinheiro Foto: Divulgação

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