Augusto Cury diz que quem está na lista de Vorcaro e for condenado 'não merece voto'
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avente) durante ação de campanha na Avenida Paulista YURI MURAKAMI/F/2.8 NEWS/ESTADÃO CONTEÚDO O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira (15), durante um evento de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, que políticos que estejam na lista de contatos ou envolvidos nas investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sejam condenados não deveriam receber votos nas eleições. "Quem está na lista do Vorcaro e for condenado, não merece o seu voto. Porque o Brasil não suporta mais essa corrupção que se tornou completamente epidêmica, e eu estou indignado, vendo o que está ocorrendo em Brasília”, disse. “Eu supliquei ao doutor Fachin e aos membros do STF que façam um julgamento. Primeiro lugar, público. Televisionado e rápido. Em uma semana, quem cometeu crime deve ser julgado. Caso contrário, nós vamos comprometer a capacidade do eleitor se informar e decidir dia 4 de outubro." A declaração ocorre no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisou se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta relação com Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A sessão desta terça-feira acabou sem uma decisão, após o pedido de vista do ministro Flávio Dino. É a primeira vez que a Corte analisa a possibilidade de abrir uma investigação criminal contra um de seus próprios ministros. Vorcaro está preso no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Dados extraídos do celular do ex-banqueiro estão entre os elementos analisados pelo STF. Agora no g1 Juros e endividamento Ao falar sobre as principais demandas que ouviu da população, Cury citou o endividamento das famílias e defendeu redução dos juros com responsabilidade fiscal. “Nós temos que ter um Estado responsável fiscalmente, que abaixe os juros. Várias pessoas aqui não dormem mais à noite, porque fazem conta todas as noites, inclusive pela madrugada, e o que eles ganham não é suficiente para dar dignidade para as suas famílias”, disse. O candidato afirmou que pretende fazer uma auditoria na máquina pública e reduzir gastos. “Nós temos que fazer uma auditoria em toda a máquina pública. Tenho conversado com vários economistas para poder enxugar a máquina pública, respeitando os funcionários públicos e revisando aqueles que são cargos políticos. E também nós temos que abaixar os juros urgentemente, tendo responsabilidade fiscal”, afirmou. 'País colapsado' Durante o evento, Cury disse ter passado parte do dia conversando com eleitores na Paulista. Segundo ele, ouviu relatos de pessoas que perderam a esperança no país. “Eu conversei com inúmeras pessoas aqui, várias delas choraram, e elas me disseram, quase que a uma voz, que perderam a esperança no Brasil”, afirmou. O candidato disse ainda que ouviu críticas às instituições e afirmou ter encontrado pessoas que “não mais acreditam no STF, não mais acreditam no Congresso Nacional e também não mais acreditam no Executivo”. Cury afirmou ainda que sua candidatura busca se apresentar como uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. “Eu estou me candidatando não por amor ao poder, eu tenho muito mais do que mereço. Mas estou me candidatando para tentar unir o Brasil, porque há milhões de pessoas maravilhosas na direita e fascinantes na esquerda”, afirmou. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra Lula (PT) com 36% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) com 31% e Augusto Cury (Avante) com 7%.
