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Cristiane Brasil, Pastor Everaldo e mais 13: TRE-RJ barra 15 candidaturas por ligação com o crime organizado

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) apresentou nesta segunda-feira (14) um balanço das medidas adotadas para combater a influência do crime organizado nas eleições de outubro. O tribunal indeferiu registros de 15 candidatos que disputariam as eleições deste ano por entender que há vínculos com organizações criminosas. Indeferidos por associação a organizações criminosas Candidatos a deputado estadual: Vandro Família — Federação PSDB Cidadania Val Ceasa — PRD Renato Machado — Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) Diego José Alba — Federação PSDB Cidadania João Drumond — Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) Cristiano Santos Hermógenes — Avante Vagner Mateus dos Santos, o Vaguinho Neguinho — Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) Paulo César Melo de Sá — Federação União Progressista (União Brasil/PP) Cristiane Brasil — DC Candidata a deputada federal: Mariana de Souza — Federação União Progressista (União Brasil/PP) Indeferidos por "milícia de gravata" No início do mês, o TRE-RJ ampliou o conceito de organização criminosa que pode levar ao indeferimento de uma candidatura e passou a incluir a chamada “milícia de gravata”. Segundo o tribunal, diferentemente das milícias tradicionais, que usam armas para controlar comunidades e territórios, esses grupos se infiltram nos poderes Executivo e Legislativo e se apropriam da máquina pública para controlar contratos e fraudar licitações. A nova interpretação permite enquadrar como organização criminosa grupos que atuam dessa forma, mesmo sem o uso ostensivo de armas ou o controle territorial característico das milícias e das facções do tráfico de drogas. O entendimento foi aprovado pelo TRE-RJ por 4 votos a 3. Candidaturas a deputado federal indeferidas: Paulo Lomenha — Mobiliza Luiz Marcos de Oliveira Muiler — Avante Clébio Lopes Pereira, o Clébio Lopes Jacaré — Federação União Progressista (União Brasil/PP) Filipe de Almeida, filho do Pastor Everaldo — [partido/federação não informado na lista] Everaldo Dias, o Pastor Everaldo — [partido/federação não informado na lista] No caso de Pastor Everaldo, o registro foi indeferido por unanimidade por enquadramento no conceito de "milícia de gravata" e por ausência de documentos. Mudanças de local afetam 200 mil eleitores Um levantamento da Justiça Eleitoral também levou à mudança de endereço de 72 locais de votação, em 20 municípios do estado, que ficavam em áreas controladas ou disputadas por organizações criminosas. Mais de 200 mil eleitores foram transferidos para áreas consideradas mais seguras. O trabalho foi realizado pela Justiça Eleitoral com apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e dos setores de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal. Comando Vermelho Dos 72 locais de votação que tiveram o endereço alterado, 44 ficavam em áreas controladas pelo Comando Vermelho (CV). As seções atendiam 121 mil eleitores e estavam espalhadas pela cidade do Rio e por outros 16 municípios, de Norte a Sul do estado. Veja a distribuição: Araruama: 2 Bom Jesus de Itabapoana: 1 Cabo Frio: 1 Campos: 1 Itaboraí: 5 Itaperuna: 2 Japeri: 1 Macaé: 1 Nilópolis: 1 Niterói: 3 Resende: 1 Rio Bonito: 2 Rio das Ostras: 4 Rio de Janeiro: 11 São Gonçalo: 5 São João de Meriti: 2 Volta Redonda: 1 Na cidade do Rio, 11 locais de votação foram transferidos por estarem em áreas controladas pelo Comando Vermelho. A maioria fica na Zona Sudoeste. As mudanças ocorreram em: Cidade de Deus (2), Curicica (1), Conjunto Cesar Maia (1), Gardênia Azul (3), Pavuna (1), Ricardo de Albuquerque (1), Rocha Miranda (1) e Vaz Lobo (1). TCP Outros 17 locais de votação ficavam em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Juntos, eles atendiam 50 mil eleitores em seis municípios. Foram transferidos locais em: Campos: 5 Itaperuna: 1 Niterói: 1 Pinheiral: 1 Rio de Janeiro: 7 Volta Redonda: 2. Milícia A Justiça Eleitoral identificou ainda cinco locais de votação em áreas controladas pela milícia. Eles ficavam no Rio de Janeiro e em Nova Iguaçu e recebiam 14 mil eleitores. Quatro desses locais ficavam em Nova Iguaçu e um na capital. Áreas em disputa Outros cinco locais de votação estavam em áreas disputadas pelo Comando Vermelho, pelo TCP e por milicianos. Um deles ficava em Itaguaí, em uma região disputada pela milícia e pelo CV. Em Niterói, dois estavam em áreas de confronto entre CV e TCP. Nova Iguaçu tinha um local em área disputada por milicianos e pelo Comando Vermelho. Na cidade do Rio, outro local também ficava em uma região disputada por milícia e CV. ADA Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, um local de votação ficava em uma área controlada pela facção Amigo dos Amigos (ADA) e também teve o endereço alterado.

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