Mulher é morta esganada e suicídio é forjado em Vila Velha; namorado e cunhado são presos
Lucelena dos Santos Souza, de 30 anos, foi morta asfixiada pelo companheiro em Vila Velha, no ES Divulgação Dois irmãos, de 19 e 23 anos, foram presos suspeitos de matar uma mulher asfixiada e forjar um suicídio em Vila Velha, na Grande Vitória, no domingo (13). Um deles era companheiro e outra era cunhado da vítima, de 30 anos. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (14), a Polícia Civil informou que o crime aconteceu em uma casa no bairro Jabaeté. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O namorado de Lucelena de Santos Souza afirmou, inicialmente, que a mulher havia cometido suicídio por enforcamento. Ele disse que estava em uma casa ao lado quando ouviu a mulher gritar e foi com um vizinho até o local. O homem afirmou que passou mal ao saber da morte da vítima e foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra. No entanto, na casa de Lucelena, a perícia da Polícia Científica constatou que a verdadeira causa da morte foi esganadura, quando a asfixia é provocada pelas mãos ao apertar o pescoço da vítima. LEIA TAMBÉM: VIOLÊNCIA: Grávida é agredida pelo companheiro, mantida trancada e proibida de sair de casa em Vila Velha VITÓRIA: Obras na Avenida Beira-Mar começam: veja o que muda no trânsito e como ficará a via VÍDEO: Homem tenta furtar loja, foge pelo telhado, mas acaba preso em Cariacica Uma corda foi pendurada em uma porta do quarto para que a polícia acreditasse que Lucelena havia se enforcado, mas a perícia analisou que o objeto era incompatível com as lesões encontradas no pescoço da vítima. Além disso, a corda não estava tensionada e a estrutura da porta não apresentou alterações, o que teria acontecido se a mulher tivesse se pendurado. Segundo a delegada Raffaella Aguiar, da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), a polícia descobriu que o casal passou a noite de sábado (12) consumindo drogas e bebidas alcoólicas e brigou já durante a manhã de domingo (13). O motivo da discussão ainda é investigado. A família ainda contou aos policiais que um dos filhos de Lucelena, de 4 anos de idade, disse que viu os dois homens colocando uma corda no pescoço da mãe. Agora no g1 O companheiro dela e o irmão dele, que estava no local da morte, foram levados para a delegacia para prestar depoimento. Com as evidências de que o caso se trata de um crime violento e a suspeita de envolvimento dos irmãos, os dois foram presos em flagrante e permaneceram em silêncio. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e a reportagem não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos. Mãe de três filhos "Ela era muito família, mas desde que começou a se relacionar com esse cara, há aproximadamente dois anos, ela nunca mais foi a mesma. Vivia na bolha do relacionamento que ela estava vivendo", contou uma familiar que preferiu não se identificar. A família suspeitava que Lucelena já tinha sofrido outras agressões no passado, mas a vítima nunca admitiu ou contou nada sobre isso. "Teve um momento em que ela chegou com uma marca de corda no pescoço e disse que tentou suicídio, mas conhecemos a Lucelena. Sempre foi uma mãe protetora e jamais faria isso, justamente pensando nos filhos. Desconfiamos, mas ela nunca assumiu", relembrou a parente. Lucelena deixa três filhos, sendo eles um bebê de 11 meses, uma criança de 4 anos e uma de 12 anos. O bebê também é filho do companheiro preso. O velório dela aconteceu na manhã desta segunda-feira (14) no bairro Vale Encantado, em Vila Velha. Por volta das 13h, o corpo de Lucelena foi sepultado em um cemitério municipal. Segundo caso em duas semanas Outro caso semelhante aconteceu no dia 3 de setembro no bairro Bonfim, em Vitória. Segundo a Polícia Civil, Cintia Renata da Silva, de 41 anos, foi morta com cerca de 16 facadas pelo companheiro dentro de casa. No entanto, o homem deixou cartelas de sedativos ao lado do corpo da mulher e fez um corte no pulso dela para simular um suicídio. A verdadeira causa da morte também foi descoberta pela perícia da Polícia Científica. Além disso, o companheiro disse que, ao saber da morte de Cinthia, passou mal e foi ao Pronto Atendimento de São Pedro, onde foi interrogado e afirmou que estava trabalhando quando recebeu a notícia. "A lesão de defesa mostra que, embora ela possa ter sido dopada, isso não a incapacitou de tentar se defender, o que foi determinante para descartar totalmente a possibilidade de um suicídio", afirmou o perito criminal Wescley Silva Pontes em uma coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (11). Cinthia deixou quatro filhos, entre eles duas meninas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que também eram filhas do companheiro dela. O nome do suspeito não foi divulgado. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
