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VÍDEO mostra desespero de passageiros após drone russo atingir trem na fronteira entre Ucrânia e Polônia

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Drone atinge trem de passageiros em estação na fronteira entre a Ucrânia e a Polônia Imagens registrou o momento em que um drone atingiu uma locomotiva de um trem de passageiros na região de Volyn, no oeste da Ucrânia, no último domingo (13). O ataque ocorreu em Rymachi, a cerca de 2 quilômetros da fronteira com a Polônia. A gravação mostra dois trens parados na estação quando uma explosão acontece e passageiros correm para se proteger. Em outras imagens, feitas após o ataque, é possível ver um dos trens danificado. Um segundo vídeo mostra um drone sobrevoando a região pouco antes de atingir o vagão. Pessoas aparecem acompanhando o voo do equipamento antes da explosão. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O ataque atingiu uma estação ferroviária na fronteira entre a Ucrânia e a Polônia momentos após a passagem de um trem levando autoridades diplomáticas europeias de alto escalão. Entre eles, estava o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson. O vagão foi evacuado minutos antes, e não houve registro de feridos. A estação fica em uma rota frequentemente usada por delegações estrangeiras que vão à capital ucraniana Kiev por terra. O ataque aéreo ocorreu pouco após a passagem de um trem que levava diversas autoridades europeias, como Boris Johnson, o ex-premiê sueco Carl Bildt e o conselheiro de Segurança Nacional do Reino Unido, Jonathan Powell. Eles faziam o trajeto entre as cidades de Kovel, na Ucrânia, e Dorohusk, na Polônia, após participarem de uma conferência de segurança em Kiev (veja no mapa abaixo). Mapa mostra localização de estação de Yahodyn, no extremo oeste da Ucrânia, alvo de ataque de drone russo em 13 de setembro de 2026. Dhara Pereira/Arte g1 A Ucrânia e a União Europeia acusaram a Rússia pelo incidente e disseram acreditar que o trem diplomático seria de fato o alvo dos russos. Isso porque o trem em que as autoridades europeias estavam teve seu cronograma acelerado por conta da "ameaça russa" e deixou Yahodyn mais cedo que o planejado. Se não fosse o caso, o veículo poderia ter sido atingido, segundo Kiev. “É perfeitamente possível que o alvo pretendido pelo drone russo fosse o trem diplomático, que deixou a estação mais cedo do que o previsto depois que os horários dos trens foram ajustados em tempo real devido à ameaça constante de ataques russos”, disse a operadora ferroviária ucraniana, Ukrzaliznytsia, no Telegram. Perguntado sobre o incidente em coletiva nesta segunda, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse apenas que "nossas forças militares estão operando em todo o território da Ucrânia e continuarão a fazê-lo". No domingo, a Rússia afirmou que atingiu “infraestruturas ferroviárias” no oeste ucraniano utilizadas para transportar carga militar proveniente da Europa. Também no domingo, um caminhão a menos de um quilômetro da fronteira da Ucrânia com a Polônia também foi atingido, levando o posto de fronteira de Dorohusk-Yahodyn a interromper temporariamente as operações, segundo os guardas de fronteira. Repercussão Boris Johnson condenou o ataque, que chamou de “aleatório e sem sentido”. O ex-chefe da CIA David Petraeus, que estava a bordo de outro trem que estava parado na estação de Yahodyn no momento do ataque, disse que o incidente foi "aterrorizante" e chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de "bárbaro". A chefe da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou nesta segunda que a Rússia tinha como objetivo, com o incidente, assustar os países ocidentais que apoiam a Ucrânia, porém ela pediu que os líderes europeus deveriam agir de maneira oposta. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que a Rússia está se tornando cada vez mais inconsequente e que a aliança militar tem "todas as opções necessárias" para responder aos ataques híbridos russos. A Polônia fez uma reunião de emergência para discutir o incidente, e o governo afirmou que não cairá na armadilha de escalada contra a Rússia. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que o incidente é "uma escalada calculada de Putin". Já o chanceler Friedrich Merz disse que o país tem evidências "muito claras" de que a Rússia está por trás de ataques híbridos recentes em solo europeu e está "pronto para reagir". LEIA TAMBÉM: Europa sob pressão: 'guerra de drones' entre Rússia e Ucrânia já afetou mais de 20 países; MAPA Lituânia pede à população que encontre abrigo após alerta de invasão por drone; Otan aciona caças na região 'EUA em primeiro lugar': como Trump troca diplomacia por aliados políticos e tensiona a relação com o Brasil

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