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'Está voltando para casa, enquanto meu irmão não está', diz irmã de jovem atropelado após motorista ser solta em RO

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/9QWjOQ3KswSvU7FxKwLgy4d-yJY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/x/ovzPPaTrieDgWvBS2gDw/11.05.2026-5-.jpg" /><br /> Motorista de jipe invade preferencial e mata motociclista em Porto Velho "No exato dia em que completava uma semana desde que ela bebeu, atropelou uma pessoa e omitiu socorro, ela recebeu uma espécie de premiação: a liberdade". A frase resume a indignação de Catarina Oliveira ao saber que Stefanny Thalia Ferreira Liberato, presa por atropelar e matar seu irmão, João Pedro de Oliveira, foi solta na sexta-feira (11). Segundo a Justiça, o benefício foi concedido porque a motorista preenche requisitos legais. Ela não tem antecedentes criminais, possui endereço e trabalho fixos e frequenta o ensino superior. Stefanny foi presa na madrugada de 4 de agosto. Uma câmera de segurança registrou o momento em que a motorista avança a via preferencial em alta velocidade, atinge o motociclista e foge sem prestar socorro (veja o vídeo acima). "Nós não conseguimos compreender onde existe humanidade em alguém que, depois de atropelar uma pessoa, não para para ajudar, não presta socorro e vai para casa como se nada tivesse acontecido", afirma Catarina. Com o impacto da batida, João Pedro foi arremessado contra a parede de uma residência. Ele chegou a ser levado ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II com sangramento intenso, mas morreu pouco depois na unidade. A irmã conta que o sentimento da família é de uma "segunda perda". Segundo Catarina, João era sonhador e amava viver. Depois da morte do pai, ele passou a cumprir um papel paternal na família, assumindo responsabilidades e ajudando a mãe a enfrentar o luto. João Pedro de Oliveira e a família Arquivo Pesssoal/Catarina Oliveira "O João se tornou a pessoa que ficava ao lado da nossa mãe. Era ele quem a ajudava com tudo o que precisávamos. Ele tomou para si uma responsabilidade gigantesca, mesmo tendo tão pouca idade", diz a irmã. A família pede justiça, embora ressalte que nada será suficiente para reparar a perda. "Uma pessoa está voltando para casa, enquanto o meu irmão não está. Uma pessoa pode continuar a sua vida, enquanto a vida do João foi interrompida aos 21 anos. Nós não queremos vingança. Nós só queremos justiça", conclui Catarina. João Pedro Oliveira Reprodução

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