Familiares de presos entre 1974-1975 no Tarrafal subscrevem petição
<p style="text-align: justify;">"A carta aponta para uma investigação histórica recentemente publicada, segundo a qual dezenas de cidadãos cabo-verdianos foram detidos e enviados para o Campo do Tarrafal, entre Dezembro de 1974 e Julho de 1975, sem condenação judicial e, em muitos casos, sem acusação formal", lê-se num comunicado da Presidência da República, divulgado na sexta-feira.</p><p>A presidência divulgou a petição depois de ter recebido os subscritores.</p><p>As detenções aconteceram já depois da libertação dos presos do regime colonial português, que ali encarcerou mais de 500 pessoas e em que 36 morreram (32 portugueses, dois guineenses e dois angolanos), tal como documentado no agora Museu da Resistência, num espaço que está a ser candidatado a património da humanidade.</p><p>A petição queixa-se da omissão de referências aos presos entre 1974 e 1975 e a esta parte da história do campo, indicando que "a memória histórica não pode ser seletiva nem construída sobre silêncios", segundo o comunicado da presidência.</p><p>O chefe de Estado, José Maria Neves, assumiu o compromisso de "encaminhar a exposição" às instituições responsáveis pelo museu e conteúdos "para que avaliem (…) a inclusão de informação contextualizada sobre as utilizações do espaço no período de transição política (1974-1975)".</p><p>José Maria Neves defendeu "espaços de diálogo técnico e museológico", face à petição pública.</p>
