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PF diz que lobista afirmou a Vorcaro que Rioprevidência tinha um ‘dono’ para autorizar operações

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/5tfo0PXbBLtZQ7wGNtrBK8CcX2M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/4/g/C0zBlnTJASGWbAHXWVUQ/blank-2-grids-collage-11-.jpg" /><br /> PF diz que lobista afirmou a Vorcaro que Rioprevidência tinha um ‘dono’ A quebra do sigilo do celular de Daniel Vorcaro revelou novas informações sobre a relação entre o Banco Master e o Rioprevidência. Em mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF), o lobista Ricardo Siqueira, conhecido como Ricardo Gordo, afirmou ao banqueiro que havia um “dono” no fundo de previdência do estado que precisava autorizar as operações. Segundo o relatório, Ricardo escreveu que “lá tem um dono, e esse dono precisa autorizar os caras internamente”. A PF não esclareceu quem seria esse “dono”. No total, de acordo com os investigadores, o Rioprevidência aplicou quase R$ 3,7 bilhões em produtos ligados ao Banco Master. O fundo é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 250 mil servidores inativos e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Cláudio Castro e Daniel Vorcaro Reprodução ‘Destrava’ Na mesma conversa, Gordo afirmou que conseguiria “destravar a parte técnica das aplicações” e citou uma operação de R$ 500 milhões. Para os investigadores, as mensagens indicam que o lobista se apresentava como alguém capaz de viabilizar aprovações técnicas para investimentos de alto valor. Em um dos trechos destacados pela PF, Ricardo afirma, com naturalidade, que consegue garantir a operação de meio bilhão. A investigação identificou ainda um padrão nas operações entre o Rioprevidência e o Banco Master: quando as Letras Financeiras passaram a enfrentar restrições e questionamentos, o grupo mudou a estratégia para continuar atraindo recursos dos fundos de previdência. O Rioprevidência aparece entre os primeiros investidores dos novos produtos criados pelo banco. Um dos exemplos apontados pela PF é o Fundo Revolution, criado em maio de 2025. No mesmo dia em que o Revolution começou a operar, o Rioprevidência fez um aporte de R$ 50 milhões. Três dias depois, aplicou outros R$ 50 milhões. Em 3 meses, os investimentos chegaram a quase R$ 482 milhões. O mesmo movimento ocorreu no Fundo Horizonte, criado em agosto de 2025. Onze dias após sua criação, o Rioprevidência investiu R$ 10 milhões — e era o único cotista do produto. A PF também questiona a forma como o Banco Master foi credenciado pelo Rioprevidência. Auditorias citadas no relatório apontam que algumas aplicações ocorreram antes de o comitê de investimentos avaliar formalmente a instituição financeira. De acordo com os auditores, o campo destinado à análise do Conselho Deliberativo e do Comitê de Investimentos permaneceu em branco nos formulários das operações, indicando ausência de manifestação formal dos órgãos colegiados.

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