Neonazistas, ex-ator pornô e investigados: quem são os novos deputados da AfD na Alemanha
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/xAeI7yEVOr6Q8ilD7t3tAbfZIMU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/d/B/IMnIyRR2KcMVinTBCD8Q/2026-09-10t130608z-435241183-rc2dgnampl5y-rtrmadp-3-germany-politics-saxony-anhalt-afd.jpg" /><br /> Ulrich Siegmund, principal candidato da AfD, reage ao lado dos copresidentes do partido Alice Weidel e Tino Chrupalla após o fechamento das urnas na Saxônia-Anhalt, em Magdeburgo, na Alemanha, neste domingo (6). REUTERS/Fabrizio Bensch A vitória histórica do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições da Saxônia-Anhalt revelou um grupo de novos deputados com históricos controversos. Entre os 39 eleitos estão um ex-agente da Stasi, a polícia secreta da antiga Alemanha Oriental, um ex-ator de filmes pornográficos e parlamentares investigados por supostas ligações com organizações neonazistas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os novos deputados foram apresentados na quinta-feira (10), em Magdeburgo, pelo principal candidato da AfD, Ulrich Siegmund. O ex-agente da Stasi tem 78 anos e admitiu ter trabalhado para o Ministério da Segurança do Estado da Alemanha Oriental, acompanhando cidadãos que pretendiam deixar permanentemente o país. A eleição dele foi criticada por grupos que representam vítimas da antiga ditadura. Outro eleito foi condenado por furtar grandes quantidades de roupas de cama de um hotel, trabalhou como ator de filmes pornográficos e, segundo o jornal alemão Die Zeit, ele também foi expulso de uma universidade após falsificar seu certificado de conclusão do ensino médio. O político afirma que foi readmitido após recorrer da decisão. Dois dos novos deputados são investigados por suspeita de tentar manter as atividades da Artgemeinschaft, organização extremista de direita proibida pelas autoridades alemãs que defendia ideias nacionalistas e antissemitas. Ambos negam as acusações. Questionado sobre os parlamentares investigados, Siegmund brincou ao chamá-los de "os caras maus". "Vamos esperar os resultados das investigações e depois discutir", afirmou. VEJA TAMBÉM Chanceler da Alemanha cancela conversa com Trump após presidente dos EUA celebrar vitória da extrema direita Merz acusa extrema direita de buscar 'limpeza étnica' na Alemanha, e AfD processa premiê Os membros recém-eleitos do AfD para o parlamento da Saxônia-Anhalt. Karina Hessland/Reuters A vitória da AfD A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a eleição estadual na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, e obteve um resultado histórico para o partido de extrema direita. A legenda recebeu cerca de 44% dos votos, segundo os resultados parciais da apuração. A votação representa a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um partido de extrema direita chega tão perto de assumir o governo de um estado alemão. A vitória nas urnas, no entanto, não garante à AD o comando do governo estadual. A legenda ainda depende da composição do Parlamento para saber se terá maioria suficiente para governar. Por isso, o resultado também não significa que Ulrich Siegmund, líder da AfD no estado, será ministro-presidente, cargo equivalente ao de governador no Brasil. Agora no g1
