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Corpos de 30 vítimas de incêndio em balsa nas Filipinas chegam a porto para identificação

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/Qi28bToaGosriQT_JR3djy7VNsw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/R/W/cKfGAUQaSg9aPSRrBn0A/ap26254483045250.jpg" /><br /> Incêndio em balsa deixa 5 mortos e 86 desaparecidos nas Filipinas Os corpos de 30 vítimas do incêndio em uma balsa nas Filipinas chegaram neste sábado (12) ao porto de Borac, na província de Palawan, para identificação. As vítimas foram encontradas carbonizadas dentro da embarcação. O incêndio no MV June Aster, ocorrido na noite de quarta-feira (9), deixou ao menos 35 mortos e mais de 50 desaparecidos. Segundo a Guarda Costeira filipina, 43 pessoas sobreviveram. Equipes de resgate transferem os restos mortais das vítimas do recente incêndio na balsa MV June Aster PHILIPPINE COAST GUARD via AP Os corpos foram levados da balsa até o porto por outra embarcação e entregues à Unidade Forense Provincial. Tendas foram montadas no local para receber as vítimas e auxiliar no trabalho das autoridades. As buscas continuam porque ainda há corpos dentro do MV June Aster, segundo a Guarda Costeira. As autoridades não informaram quantos. A balsa havia partido de Manila e estava perto da vila de Turda, a cerca de 39 quilômetros de Coron, seu destino, quando o incêndio começou. GIF Balsa em chamas nas Filipinas Reuters Causa do incêndio ainda é investigada A causa do fogo ainda não foi determinada. Um dos sobreviventes relatou ter ouvido uma explosão e afirmou que o incêndio pode ter começado no porão de carga. Segundo as autoridades, as chamas e a fumaça se espalharam rapidamente, impulsionadas pelo vento. Sobreviventes também relataram que tudo aconteceu em poucos minutos, sem tempo para pegar os coletes salva-vidas. Arnulfo Nokki Villanueva, um dos passageiros resgatados, disse a um veículo de imprensa local que tentou buscar um colete, mas não conseguiu por causa do pânico dentro da embarcação. A Guarda Costeira investiga ainda se uma lona colocada para proteger áreas abertas da chuva pode ter dificultado a saída dos passageiros. Os investigadores devem verificar se os procedimentos de emergência foram seguidos, incluindo o acionamento do alarme, as orientações dadas aos passageiros e a assistência prestada pela tripulação. Autoridades procuram capitão A Guarda Costeira também procura o capitão da balsa. Segundo relatos recebidos pelas autoridades, ele teria sobrevivido, mas seu nome não aparece na lista oficial de sobreviventes. Investigações marítima e criminal vão analisar as circunstâncias do incêndio e uma eventual responsabilidade do capitão e dos demais tripulantes. Imagens divulgadas pela Guarda Costeira mostram o interior da embarcação destruído pelo fogo, com estruturas metálicas e veículos carbonizados. Familiares dos desaparecidos aguardam a identificação dos corpos. Lira Daco, cuja filha de 20 anos está desaparecida, afirmou estar angustiada com a possibilidade de a jovem estar entre as vítimas encontradas dentro do navio. 132 pessoas estavam a bordo O manifesto da balsa registrava inicialmente 134 pessoas, sendo 117 passageiros e 17 tripulantes. Dois passageiros listados informaram posteriormente que não haviam embarcado. Assim, 132 pessoas estavam efetivamente a bordo, segundo a Guarda Costeira. A embarcação, de 53 metros, tinha capacidade para transportar 306 passageiros e 27 tripulantes. Dois turistas chilenos estão entre os sobreviventes. Eles já deixaram Coron, e as autoridades filipinas mantêm contato com a embaixada do Chile. A Atienza Interisland Ferries Inc., proprietária da balsa, afirmou que presta assistência aos passageiros e familiares e coopera com as autoridades nas buscas pelos desaparecidos e na investigação sobre a causa do incêndio.

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