CNBB cobra esclarecimentos sobre a crise no STF e diz que ninguém está acima da lei: 'Justiça sem privilégios'
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/EqM6hprrKUvgQjq40-HnLsTV1Gc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/A/qzHzIpQMWMyN07E2KlFA/texto-do-seu-paragrafo-2026-09-11t100817.745.png" /><br /> Grupos no STF travam disputa sobre sigilo e sessão fechada no caso Master A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se manifestou sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e outras instituições da República. Em uma mensagem divulgada nesta quinta-feira (10), a entidade cobrou esclarecimentos sobre os fatos e defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas com independência, transparência e respeito às garantias constitucionais. A crise envolve uma disputa dentro do Supremo Tribunal Federal sobre o sigilo e a divulgação de informações de investigações relacionadas ao caso Master, incluindo conversas de ministros da Corte. O ministro André Mendonça derrubou o sigilo de parte do material, enquanto há divergências entre os ministros sobre o que deve ser tornado público e sobre a forma de julgamento do caso - saiba mais clicando aqui. A CNBB é a entidade que reúne os bispos católicos do Brasil e atua nacionalmente em temas relacionados à Igreja e à sociedade. Por sua representação nacional, manifestações da conferência sobre questões sociais, políticas e institucionais costumam repercutir no debate público. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp No documento, a CNBB afirmou que a situação atual exige “serenidade, responsabilidade e respostas institucionais claras” diante das dúvidas presentes na sociedade brasileira. CNBB cobra esclarecimentos sobre crise no STF e diz que 'ninguém está acima da lei': 'Justiça sem privilégios' Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil A entidade também defendeu o funcionamento independente dos Poderes da República e afirmou que a autoridade das instituições deve estar submetida à lei. “A independência e o equilíbrio entre os Poderes são condições indispensáveis para a preservação da justiça, da liberdade e da paz social", disse a CNBB em trecho da carta. “Ninguém pode estar acima da lei” Ao abordar a necessidade de esclarecer possíveis irregularidades, a CNBB afirmou que a defesa das instituições democráticas não deve impedir investigações. Segundo a entidade, a credibilidade das instituições aumenta quando os fatos são examinados de forma independente, imparcial e transparente. “Ninguém pode estar acima da lei, assim como ninguém deve ser previamente condenado sem que lhe sejam assegurados o direito de defesa e as garantias constitucionais.” A conferência também defendeu que questões de grande relevância institucional sejam analisadas pelo plenário do STF de maneira colegiada e pública. Para a entidade, esse procedimento permitiria que a sociedade acompanhasse os processos e tivesse acesso aos fundamentos das decisões. Edson Fachin, André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes Alejandro Zambrana/STF, Antonio Augusto/STF e Gustavo Moreno/STF Transparência no STF A mensagem também abordou mecanismos de transparência e prestação de contas no Poder Judiciário. A CNBB considera necessário fortalecer medidas relacionadas à responsabilidade ética e à prevenção de conflitos de interesse. Nesse contexto, defendeu que o Código de Ética em elaboração no STF tenha o devido encaminhamento institucional. Segundo a entidade, o documento deve estabelecer parâmetros claros de conduta e contribuir para preservar a autoridade da Suprema Corte. A CNBB afirmou ainda que as crises institucionais não devem ser utilizadas para ampliar a desconfiança da população nas instituições nem servir a interesses político-partidários. O documento destacou que o cenário ganha importância adicional em razão do processo eleitoral. “Divergências legítimas não podem alimentar a desconfiança generalizada nas instituições, assim como crises e suspeitas não devem ser instrumentalizadas por interesses político-partidários.” A entidade também defendeu que sejam preservadas as condições para a realização de eleições livres e confiáveis e para o respeito à vontade dos eleitores. No encerramento da mensagem, a CNBB afirmou que o país precisa de instituições voltadas ao bem comum e resumiu o posicionamento com uma defesa de justiça e transparência. “O Brasil necessita de verdade sem manipulação, de justiça sem privilégios, de instituições que sirvam ao bem comum, de lucidez e paz", disse a CNBB. A entidade concluiu a carta dizendo: “A verdade não enfraquece as instituições. Quando buscada com justiça, transparência, humildade e respeito à lei, fortalece-as e fortalece a própria democracia.” A mensagem foi assinada pelo presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre; pelo primeiro vice-presidente, dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia; pelo segundo vice-presidente, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife; e pelo secretário-geral, dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília. Assembleia Geral da CNBB Gustavo Cabral/ A12 O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler Jaison Alves/CNBB Sul 4 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
