Ex-companheiro é condenado a 31 anos de prisão por matar advogada em SC e esconder corpo dela no PR
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/GhJuy7s49TVnVx4IsPnDpWtXWqU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/C/c/0GBoIzRlm1l6f9c9afbw/image-30-.png" /><br /> Advogada Karize Lemos, encontrada morta em 8 de novembro Reprodução/Redes sociais O homem acusado de matar a advogada Karize Ana Fagundes Lemos foi condenado a 31 anos e 10 meses de prisão na noite de quinta-feira (10). O crime ocorreu em setembro de 2024, em Caçador (SC), mas o corpo dela foi achado 40 dias após o assassinato, no Paraná, a cerca de 150 quilômetros de distância do local do crime. O réu, que era companheiro da vítima, foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele também terá de pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais à família de Karize. O processo corre em sigilo e o nome dele não foi divulgado. O g1 não teve acesso à defesa dele. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O crime ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024 e teria sido motivado por ciúmes. Karize tinha 33 anos e foi morta na própria casa, segundo o Ministério Público. A investigação apontou que o réu enforcou a advogada quando ela se recuperava de uma cirurgia nos rins. Depois, descartou o corpo em uma área de mata em Palmas (PR). Ele seguiu em fuga rumo ao Paraguai e foi preso. De acordo com o MP, a vítima havia acabado de comprar um carro e de abrir o próprio escritório, e vinha construindo uma carreira promissora na advocacia. Além de advogada, Karize era tecnóloga em gestão de recursos humanos e, nas redes sociais, dizia que a missão de vida era "solucionar conflitos e ajudar as pessoas". Quem era a advogada encontrada morta 40 dias após desaparecimento Corpo de advogada assassinada é encontrado 40 dias após o desaparecimento Polícia investiga morte de advogada Na sentença, a juíza responsável pelo caso destacou o sofrimento prolongado enfrentado pelos familiares durante o desaparecimento dela e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Feminicídio como qualificadora Como o caso aconteceu semanas antes do sancionamento da lei que tornou o feminicídio um crime autônomo, o homem respondeu por homicídio com quatro qualificadoras, sendo o dolo contra mulher uma delas (feminicídio). Além disso, o réu também foi condenado por ocultação de cadáver. Crimes: Homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, motivo torpe, asfixia, recurso que dificultou a defesa); Ocultação de cadáver. LEIA TAMBÉM: Corpo de advogada assassinada é encontrado 40 dias Quem era a advogada encontrada morta 40 dias após desaparecimento A advogada Karize Lemos, encontrada morta em 8 de novembro Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
