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Polícia Civil prende 11 por agiotagem no DF; grupo ameaçava pessoas e cobrava juros de até 20% ao mês em empréstimos

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/yh6SAWmQqoMrNnelGjl_vV_uVXM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Q/c/7gqpnqSz6C2hMLajeANA/agiota-1.png" /><br /> A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta semana 11 suspeitos de integrar uma organização criminosa de agiotagem. Segundo as investigações, o grupo oferecia empréstimo em dinheiro com juros de até 20% ao mês -- e ameaçava as vítimas de maneira ostensiva para cobrar as dívidas. Ao todo, 47 mandados judiciais foram cumpridos no Distrito Federal, Tocantins e Goiás. Pelo menos um dos alvos segue foragido. Cheques, documentos e computador apreendidos com suspeitos de agiotagem no DF Polícia Civil/Divulgação Entre os presos está José Luiz Silva Sá, que é sargento reformado da Polícia Militar de Goiás. Segundo a polícia, ele usava armas de fogo para ameaçar os devedores e agia com violência. Áudios mostram intimidação O g1 teve acesso a áudios enviados pelos criminosos que ameaçavam matar quem não pagasse a dívida. Duas mulheres eram responsáveis pelo envio dos áudios No material em posse da polícia, elas falam frases como: "Vou encher a sua cara de bala"; "Hoje, eu só saio daqui com o meu dinheiro"; "Estou te esperando aqui fora”. Em um vídeo divulgado pela polícia, um dos presos se senta no sofá com muito dinheiro e afirma que levou tudo em um saco. Ele ainda diz no vídeo que o dinheiro entra e sai rápido. “Antigamente, o dinheiro corria atrás de mim, e hoje sou eu que corro atrás do dinheiro.” Ele foi identificado pela polícia como Adailton Fernandes de Oliveira e também foi preso. Carros, celulares e armas A operação apreendeu oito carros de luxo, celulares, dinheiro, dez armas de fogo e uma grande quantidade de munição. Segundo os investigadores, a organização criminosa era especializada na concessão de empréstimos com juros abusivos e cobranças diárias, com atuação no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Tocantins. Em oito meses, os investigados movimentaram R$ 10 milhões. Eles usavam contas de familiares e de pessoas jurídicas para tentar fazer a lavagem do dinheiro. ➡️Embora emprestar dinheiro não seja crime, a agiotagem é proibida por lei quando envolve cobrança de juros abusivos, exploração econômica e outras práticas ilegais na concessão e cobrança dos empréstimos. Segundo a polícia, a investigação começou depois que um comerciante da Feira dos Goianos, de Taguatinga, pegou um empréstimo e não conseguia quitar a dívida. Os parentes dele passaram a receber as cobranças com ligações e violência. Vítimas devem preservar mensagens A orientação da polícia é que as vítimas não apaguem as mensagens de ameaça, pois elas são provas do crime. “A agiotagem se alimenta, muitas vezes, do silêncio e do medo das vítimas. Por isso, é fundamental que qualquer pessoa submetida a juros abusivos, ameaças ou cobranças intimidatórias procure a Polícia Civil e registre a ocorrência. A vítima não deve apagar mensagens, áudios ou comprovantes de pagamento, pois esses elementos são importantes para a investigação”, afirmou o delegado Rogério Rezende. Os presos são investigados por crime como extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. Ao fim da apuração, o Ministério Público decidirá quais crimes incluir na denúncia à Justiça. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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