Como o trabalho noturno no campo virou alternativa para driblar o calor
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/wSvgkiS9vQexZLbuNdje6JNn9NE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/B/2/mAHzUhTnStmoMYp4dE8g/2025-11-11t003157z-1513386264-rc228ha5lx8k-rtrmadp-3-japan-rice.jpg" /><br /> Trabalho noturno no campo para driblar o calor Em Moka, no Japão, as galinhas de uma fazenda fazem suas refeições depois da meia-noite. Elas perdem o apetite quando as temperaturas chegam a 35°C durante o dia. Para reduzir o estresse, o fazendeiro mudou os horários de alimentação depois de perder 500 animais por estresse térmico durante um verão intenso, em 2020. Já na cidade japonesa de Nikki, os trabalhadores de outra fazenda colhem flores à noite para evitar o estresse térmico. Cerca de 70% dos agricultores no Japão têm mais de 65 anos, o que os torna mais vulneráveis ao calor. Um agricultor colhe arroz em um campo em Chikusei, província de Ibaraki, Japão REUTERS/Kaori Kaneko Países da Ásia à Europa vêm enfrentando ondas de calor severas. Em El Bedorc, perto de Barcelona, um vinhedo também está se adaptando. Os trabalhadores de lá colhem uvas às 3 da manhã para evitar temperaturas diurnas que podem ultrapassar os 40°C. Mas trabalhar à noite traz seus próprios riscos, como baixa visibilidade e fadiga. Além disso, o ar noturno pode deixar as plantas úmidas e fazer com que grãos molhados estraguem rapidamente. Mas, à medida que temperaturas recordes se tornam mais frequentes, adaptar as rotinas no campo pode ser um passo importante para aumentar a segurança alimentar.
