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Sucessão de estragos com chuvas em menos de 2 meses deixa cidade de SP apreensiva: 'Famílias estão abaladas'

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/JdrV-otzHrOatOmim25ietZtKcE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/e/mAAaCWQsu5eqXpj80BEw/vlcsnap-2026-09-10-19h18m31s492.png" /><br /> Guariba, SP, volta a enfrentar estragos com chuva dois meses após devastação com vendaval Quase dois meses após a devastação causada por um severo temporal no interior de São Paulo, Guariba (SP) volta a enfrentar transtornos causados pela chuva. Ainda se recuperando dos estragos do fim de julho, quando 70% das casas foram afetadas e houve queda generalizada na rede elétrica, a cidade de 37,4 mil habitantes a região de Ribeirão Preto (SP) agora lida com problemas nas escolas municipais, que tiveram aulas suspensas até o fim desta semana devido a infiltrações e danos ocasionados nas unidades. Além dos prejuízos estruturais, essa sucessão de transtornos deixa a população em alerta constante. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "Todas as famílias guaribenses estão abaladas com essa força da natureza, então todos estão emocionalmente abalados, que qualquer vento, qualquer chuvinha, nós já ficamos muito preocupados", afirma a secretária municipal de Educação, Vera Eliana Ambrósio Politi. Em 24 de julho, um temporal com ventos de até 160 km/h deixou um rastro de destruição em pelo menos seis cidades da região de Ribeirão Preto, que tiveram reconhecido pelo governo federal o estado de emergência. Chuva causa alagamento em ruas de Guariba, SP Reprodução/EPTV Município mais afetado, Guariba ficou com 16 mil imóveis, o equivalente a 99% do total, sem eletricidade devido à queda de torres de transmissão. Segundo o prefeito Mançano Junior (PSD), em torno de 70% das casas foram danificadas e o parque industrial foi destruído. A prefeitura precicou improvisar abrigos e uma cozinha industrial para atender os moradores que perderam tudo. As aulas na rede municipal também chegaram a ser suspensas. Um conjunto de estragos que, segundo uma estimativa inicial das autoridades, demandaria um aporte de R$ 50 milhões para obras de reconstrução no município. "Todo local que havia um uma quadra coberta foi embora. Está retorcido. Nós tínhamos um grande galpão (...) galpão do agronegócio, não sobrou nada, mas nada mesmo", lamentou o prefeito na época, durante uma reunião com autoridades políticas da região. LEIA TAMBÉM Aulas da rede municipal de ensino de Guariba, SP, são suspensas após temporal Prefeito do interior de SP relata cenário de destruição após temporal: 'Não sobrou nada' Rede é reconstruída após temporal com ventos de até 160 km/h deixar Guariba sem luz, diz gerente da CPFL Mais estragos em meio à reconstrução Sete semanas depois, a cidade teve o restabelecimento da energia elétrica, mas ainda trabalha para se recuperar de todos os estragos. Em meio a esse cenário de reconstrução, uma chuva na madrugada desta quinta-feira (10) causou estragos em diferentes escolas. Vídeos mostram unidades de ensino básico tomadas pela água. Parte do teto do refeitório de uma das escolas cedeu. "A diretora, a coordenadora, os professores, funcionários, foram retirando os alunos das salas que estavam mais atingidas, que estavam com goteiras muito grandes, foram levando para as outras salas, remanejando salas que não estavam chovendo, que não havia gotejamento, para eles ficarem com maior segurança dentro da escola", descreveu a secretária. Aulas da rede municipal de ensino de Guariba, SP, são suspensas após temporal Redes sociais Todas as aulas foram suspensas para cinco mil alunos até sexta-feira, quando equipes da Prefeitura vão tentar consertar os estragos para a volta às aulas na segunda-feira (14). "Tem uma força-tarefa. A Secretaria de Obras está trabalhando desde ontem [quarta-feira]. Desde ontem ela já vem trabalhando para poder recuperar, desentupir calha, ver onde tem que substituir telha e assim por diante", disse o prefeito. Apreensão constante Desde o temporal de julho, moradores relatam um sentimento de apreensão permanente para os riscos causados por eventos climáticos. "Cada vez mais as pessoas estão se surpreendendo. Quando começa a chover, as pessoas ficam mais assustadas ainda, por causa daquela outra chuva que deu aquele desastre. (...) Começou a ventar, as pessoas já ficam inseguras", afirma o vigilante Junior Alves. Entre as autoridades, essa apreensão já se reflete em medidas como planos de reposição de aulas e de recomposição de aprendizagem, com atividades no contraturno escolar, para garantir que o calendário escolar não seja afetado por desastres, ainda mais com a chuva mais recente. "Desde que aconteceu essa intempérie no nosso município, nós já temos um plano de reposição para que as crianças não tenham o seu rendimento prejudicado. (...) Nós já estamos elaborando um outro plano para alteração do calendário escolar de 2026.", afirma a secretária de Educação. Temporal com ventos de até 120 km/h causam prejuízo em Guariba, SP Lindomar Cailton/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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