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Cícero Lucena entra com ação no TRE-PB contra Lucas Ribeiro por suposto aumento na folha em ano eleitoral

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/f86l2Bas9LgOa73ojCAwmOEwVm0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/1/7/jto1hGSSeXwj1JRmms7w/lucas-1.png" /><br /> Lucas Ribeiro, governador e candidato ao governo da Paraíba Divulgação O candidato ao governo na Paraíba, Cícero Lucena (MDB) entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) contra o atual governador do estado e também candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), e o seu antecessor João Azevêdo (PSB), que concorre a uma vaga no Senado Federal. A ação foi divulgada nesta quinta-feira (10). A ação solicita a inelegibilidade por oito anos de Lucas Ribeiro, João Azevêdo e dos demais citados, além da cassação do registro ou diploma dos candidatos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a ação divulgada, a acusação é de que tanto o atual governador quanto o antecessor praticaparam suposto abuso de poder político e econômico e condutas vedadas ao "inchar" a folha de pessoal com servidores contratados no primeiro semestre do ano eleitoral. A candidata a vice-governadora, além de cinco secretários do governo atual e ex-secretários também são mencionados na ação. O g1 entrou em contato com as assessorias de Lucas Ribeiro e também João Azevêdo, mas não obteve uma resposta até a última atualização desta reportagem. A ação aponta que dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) indiciam que 6.547 pessoas que não tinham vínculo com a administração estadual ao fim de 2025 foram admitidas em 2026 e ainda constavam da folha de julho. A maior parte dos vínculos aparece como “Prestador Apoio”. Também conforme a ação, na Secretaria de Estado da Educação, estão concentradas 5.103 dessas contratações, o equivalente a 77,9% do total apontado na petição. Desse grupo, 4.721 teriam sido direcionadas ao Núcleo de Registro Funcional e à Assessoria de Apoio Logístico. O documento também aponta que a despesa mensal com pessoal do governo saltou de R$ 923,3 milhões em junho de 2025 para R$ 1,13 bilhão em julho de 2026, o que corresponde, segundo os cálculos apresentados na petição, a uma expansão real de 16,33% acima da inflação em 12 meses. Com o acionamento da Justiça, a campanha de Cícero Lucena quer aconcessão de tutela de urgência para impedir o aumento do percentual de servidores temporários e, de forma alternativa, suspender novas admissões na rubrica de apoio em setores das secretarias de Educação, Saúde e Desenvolvimento Humano, ressalvadas situações excepcionais e substituições. Agora no g1 Ação aponta que Ministério Público Eleitoral fez alerta Também conforme a petição, uma recomendação do Ministério Público Eleitoral foi feita sobre contratações de servidores temporários na gestão. Em abril, a Procuradoria Regional Eleitoral estabelecia como referência o patamar de 79,98% de temporários sobre efetivos. O documento diz que, mesmo após a recomendação do Ministério Público, houve a contratação de utras 2.176 pessoas, sendo 519 em 31 de maio e 1.632 em 24 de junho. O custo mensal desse contingente é estimado na petição em R$ 12,72 milhões. O documento vai ser analisado pelo Gabinete da Corregedoria Regional Eleitoral do TRE-PB. A ação pede ainda que os apontados sejam notificados para apresentar defesa no prazo de cinco dias. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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