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Um ano após feminicídio de empresária, mandante segue foragido e executores aguardam júri

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/635oQFRuUnfZdr5IrfgR9qmDIKU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Q/Z/AG8anmSk2RkbMg4eAEeg/ingrid-emanuelle.png" /><br /> Assassinato de Ingrid Emanuelle completa um ano nesta quinta-feira (10) Reprodução/Arquivo Pessoal Um ano após o feminicídio da empresária Ingrid Emanuelle Santos, de 34 anos, o ex-marido apontado como mandante e o homem acusado de intermediar a contratação dos executores continuam foragidos. Roney Costa Ferreira e Luiz Carlos de Souza Oliveira foram denunciados pelo Ministério Público, têm mandados de prisão em aberto e constituíram advogados para representá-los no processo. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp O crime aconteceu no dia 10 de setembro de 2025, na casa de Ingrid, no bairro Parque Olímpico, em Governador Valadares. Segundo as investigações, a vítima abriu a porta de casa após receber uma ligação sobre uma suposta entrega de açaí. Dois homens entraram no imóvel usando disfarces de entregadores e, minutos depois, deixaram o local. A empresária foi encontrada morta com as mãos amarradas e dois cortes profundos no pescoço. Câmeras de segurança flagram falsos entregadores suspeitos de matar mulher em Governador Valadares De acordo com a investigação, os dois executores estavam hospedados em Governador Valadares desde 27 de agosto, período em que monitoraram a rotina da vítima. Eles foram presos dois dias após o crime, no dia 12 de setembro, durante uma tentativa de fuga em um ônibus de turismo, em Itumbiara (GO). Executores estão presos e aguardam julgamento Ingrid Emanuelle: morte da empresária de Governador Valadares completa seis meses O processo que envolve os dois executores foi separado daquele que apura a participação de Roney e Luiz Carlos. Segundo a promotora Carla Salaro, os dois homens presos já foram pronunciados pela Justiça, decisão que reconheceu a existência de prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria e encaminhou o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri. Os executores recorreram da decisão, mas o recurso foi julgado improcedente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Segundo a promotora, o julgamento aconteceu no fim de agosto. "O processo demorou um pouco porque eles recorreram da decisão de pronúncia. Agora o recurso já foi julgado, então está praticamente pronto para o julgamento", explicou Carla Salaro. A próxima etapa é a certificação do trânsito em julgado da decisão. Depois disso, acusação e defesa deverão indicar as provas que pretendem apresentar no plenário, como testemunhas, vídeos e documentos. Só então a sessão do Tribunal do Júri poderá ser marcada. A promotora informou que os dois executores continuam presos e deverão permanecer em Minas Gerais até o julgamento. Ex-marido e intermediário continuam foragidos Polícia Civil divulga nomes e fotos de foragidos indiciados por planejar morte de empresária mineira Polícia Civil/Divulgação O outro processo envolve Roney Costa Ferreira, apontado como mandante do feminicídio, e Luiz Carlos de Souza Oliveira, apontado como intermediário na contratação e na logística dos executores. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público e, mesmo foragidos, constituíram advogados e apresentaram defesa. Segundo Carla Salaro, o processo também já está em uma fase que permite o avanço para a audiência de instrução e julgamento. Apesar de terem apresentado defesa por meio de advogados, Roney e Luiz Carlos continuam com mandados de prisão em aberto. O nome deles foi incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. "Eles são réus, foram denunciados. Embora foragidos, eles constituíram advogado, apresentaram defesa. Então também pode ser marcada a audiência de instrução e julgamento", afirmou a promotora. Até esta quarta-feira (10), não havia informação sobre o paradeiro dos dois. Investigação apontou crime planejado As investigações apontaram que o assassinato foi planejado com antecedência. Segundo o inquérito, os executores chegaram a Governador Valadares quase duas semanas antes do crime e passaram a acompanhar a rotina da empresária. Mãe dedicada e trabalhadora: quem era a mulher morta por falsos entregadores em Governador Valadares No dia do feminicídio, o mandante teria feito contato com Ingrid e informado sobre uma entrega de açaí. Os executores chegaram à residência usando capacetes e mochilas térmicas, o que teria permitido a entrada sem arrombamento. Câmeras flagram falsos entregadores entrando na casa da mulher assassinada em MG Eles permaneceram dentro da casa por cerca de cinco a dez minutos. Depois, saíram de motocicleta e o condutor ainda teria fechado o portão da residência para dificultar a descoberta do corpo. A vítima foi encontrada por familiares depois de não comparecer a um compromisso escolar da filha, que tinha três anos na época. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o corpo de Ingrid ao lado de uma jarra de água. Segundo a Polícia Civil, a vítima ofereceu água aos homens antes de ser morta. Além dos dois executores presos, a investigação também identificou outros suspeitos de participação no planejamento e no suporte à ação. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Araguaína (TO), onde foram apreendidos celulares e equipamentos de armazenamento digital. Segundo o Ministério Público, o processo contra Roney e Luiz Carlos continua separado daquele que envolve os executores. As duas ações ainda aguardam novas etapas antes de um julgamento. INFOGRÁFICO: mulher é morta por falsos entregadores em MG Arte g1 Initial plugin text Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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