Investigação sobre reforma de mercado central levou MP a deflagrar operação em cidade do PI
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/sbWg72FG-3_ZgekTvNEeMHyYM_s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/I/R/daE3qsR96n47vPBxqv8g/edicao-imagens-g1-74-.png" /><br /> MPPI deflagra Operação (DES)CONCRETAR NO Piauí MP-PI A investigação sobre a contratação de uma empresa para a reforma do Mercado Público Central de Floriano foi o ponto de partida para a operação (Des)concretar deflagrada nesta quinta-feira (10) pelo Ministério Público do Piauí (MPPI). Segundo o órgão, o aprofundamento das apurações revelou indícios de um esquema de fraude a licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no município. O objetivo da equipe é cumprir 19 mandados de busca e apreensão em Floriano e quatro mandados de prisão em Teresina. Um policial militar identificado pelas iniciais W.M.C.J. está entre os investigados. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Agora no g1 Segundo a Corregedoria da Polícia Militar do Piauí, o policial militar era alvo da operação. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, porém, os agentes encontraram armas de fogo sem registro na residência dele, o que resultou na condução dele. O policial foi liberado após pagar fiança, conforme informou o corregedor Newmarcos Pessoa. Com o avanço da investigação inicial, os investigadores identificaram indícios de direcionamento de licitações, realização de aditivos contratuais sem respaldo legal e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. As diligências apontaram que, antes das licitações, integrantes do grupo se aproximavam de agentes políticos e prestavam favores. Segundo o Gaeco, a prática poderia favorecer o direcionamento de futuras contratações públicas. A investigação também concluiu que os resultados das licitações eram combinados previamente entre empresas participantes. Conforme o órgão, em alguns casos mais de uma empresa do mesmo grupo econômico participava da disputa para simular concorrência e garantir o resultado antes da abertura oficial do certame. Após a assinatura dos contratos, ainda segundo o Gaeco, o grupo firmava aditivos sem justificativa legal, alterando de forma significativa os objetos licitados. Os investigadores apontaram ainda que, diante da falta de estrutura operacional e de mão de obra própria para executar simultaneamente os contratos, o grupo terceirizava as obras para outras empresas. A apuração também identificou que recursos recebidos da administração pública eram transferidos entre contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo. Em seguida, os valores eram sacados em parcelas menores, abaixo dos limites que exigem comunicação obrigatória aos órgãos de controle, segundo a investigação. Além disso, a investigação encontrou indícios de repasses de dinheiro em espécie a um agente político do município. Os investigadores também identificaram mensagens entre integrantes do grupo tratando da entrega direta dos valores. Bloqueio de bens, valores e ativos até R$ 22,99 milhões Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, valores e ativos financeiros de pessoas físicas e empresas investigadas. O valor total dos bloqueios pode chegar a R$ 22,9 milhões, segundo o Ministério Público. A Justiça também determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas apontadas como integrantes do grupo investigado. Com a medida cautelar, elas estão proibidas de firmar novos contratos com a administração pública. Além disso, foi determinada a suspensão dos contratos atualmente em vigor entre essas empresas e a Prefeitura de Floriano. Segundo o Ministério Público, a medida busca evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos e proteger o interesse público enquanto as investigações continuam. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
