Mãe que se acorrentou em hospital no TO aguarda laudo para transferência do filho que precisa de cirurgia no coração
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/94pfINEj9X8JCPgZuGN5hF_fES8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/6/A/nNdwCtSnSRgixQOM12bw/kauan-.jpg" /><br /> Mãe se acorrenta em frente ao MP para conseguir transferir filho de hospital Kauan, de 5 anos, só poderá ser transferido ao hospital em São Paulo após a emissão de um laudo médico, segundo a mãe, Laise Sousa Carvalho. O documento é feito pela equipe pediátrica do Hospital Geral de Palmas para atestar que a criança está estável e em condições de fazer a viagem. O menino já passou por duas cirurgias no coração e precisa de uma terceira. Laise chegou a se acorrentar em frente ao HGP para conseguir que os procedimentos do tratamento fora de domicílio fossem iniciados. A mãe contou que ainda não foi informado um prazo para que a transferência seja realizada, mas que está acolhida na Casa de Apoio Vera Lúcia Pagani, onde aguarda a emissão do documento atualizado da UTI Pediátrica. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Kauan nasceu com malformação congênita no coração e precisa de uma cirurgia chamada Fontan, que é considerada de grande porte. O menino recebe alimentação por meio de sonda, não fala, não anda e possui dificuldade para respirar. O g1 solicitou informações sobre os procedimentos necessários para tratamento fora de domicílio, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem. Kauan precisa passar por cirurgia no coração Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM Mãe se acorrenta no portão de hospital para cobrar cirurgia para o filho no TO Concurso da saúde do TO com 5,1 mil vagas e salários de até R$ 17 mil encerra inscrições nesta quinta (10) Acorrentada no hospital Na manhã desta quarta-feira (9), Laise se acorrentou ao portão do HGP para conseguir a transferência do filho por UTI aérea ao Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, em São Paulo. Ela havia pedido o tratamento em outro estado em 2024. A Secretaria Estadual de Saúde informou na quarta-feira que o paciente foi acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína e que, após as avaliações médicas, foi apontado que a cirurgia de Fontan seria contraindicada nesse caso, devido às condições da criança, que apresentava comprometimento dos acessos vasculares e fragilidade clínica. O Estado disse que está tomando as providências necessárias para fazer a transferência (veja a nota completa abaixo). Pela tarde, Laise deixou o HGP e se acorrentou em frente ao Ministério Público. O órgão informou que a mãe foi recebida pela equipe de Assistência Social e de Atendimento ao Cidadão e que o MP já já atua no processo judicial sobre a assistência à saúde de Kauan, ajuizado pela Defensoria Pública. O Tribunal de Justiça determinou a transferência do paciente para São Paulo em julho de 2025, mas nada foi feito. Segundo a decisão, a criança tem direito a um acompanhante e auxílio com o custo da estadia e alimentação pelo tempo que durar o tratamento. Um ano depois, sem que a cirurgia fosse realizada, o juiz Edimar de Paula, da Vara da Família de Paraíso do Tocantins, decidiu pelo bloqueio do valor necessário para a realização do procedimento. Laise Sousa se acorrentou em frente ao Ministério Público para conseguir transferir filho para hospital de SP Reprodução/TV Anhanguera Íntegra da nota da SES A Secretaria de Estado da Saúde informa que a decisão judicial inicial foi cumprida, com o paciente sendo acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína, unidade de alta complexidade habilitada para o atendimento do caso. Após avaliação criteriosa das equipes de Cirurgia Cardiovascular e Cardiologia Pediátrica, o procedimento de Fontan foi contraindicado neste momento devido à condição clínica do paciente, que apresenta comprometimento dos principais acessos vasculares, fragilidade clínica e neurológica, além da necessidade de cuidados pós-operatórios especializados, fatores que elevam significativamente os riscos de uma nova intervenção cirúrgica. Posteriormente, diante de nova decisão judicial determinando a transferência do paciente para tratamento fora do Estado, a Secretaria de Estado da Saúde informa que a cotação para a realização do procedimento já havia sido realizada previamente e que as providências necessárias estão sendo adotadas para a continuidade do tratamento. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
