'Pior crise desde a redemocratização': como imprensa internacional noticiou novo capítulo da guerra no STF
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/Jo7NopI-IQBRP7u6XGkSg9KdECI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Q/B/V3CmwwRm2EtMicj2Nziw/novo-projeto-10-.jpg" /><br /> Decisões de Edson Fachin foram notícia na imprensa internacional Getty Images via BBC A imprensa internacional voltou a noticiar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) após um dia que viu diversas reviravoltas, com decisões sendo anunciadas e revertidas. Na quarta-feira (9), o presidente do STF, Edson Fachin, anunciou uma série de medidas para debelar a crise provocada pelo escândalo do Banco Master. O presidente decidiu: derrubar os efeitos da decisão do ministro André Mendonça, que havia afastado o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; suspender a decisão do ministro Flávio Dino, que havia reintegrado Rodrigues ao cargo; retirar o inquérito das Fake News da relatoria do ministro Alexandre de Moraes e assumir ele próprio a condução das investigações; paralisar o andamento da petição de Mendonça que questiona a conduta de Moraes, até nova decisão; convocar uma sessão plenária para o dia 15 de setembro. A agência Bloomberg noticiou que "essas medidas são as mais agressivas de Fachin até o momento em sua tentativa de retomar o controle de uma corte que mergulhou em sua crise mais profunda desde o retorno do Brasil à democracia, quatro décadas atrás". "Essa saga ameaça transformar a iminente eleição presidencial em um referendo sobre os amplos poderes da Corte, com o embate entre Moraes e Mendonça refletindo uma polarização política mais ampla às vésperas de uma eleição que coloca frente a frente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador de direita Flávio Bolsonaro." Fachin intervém na crise do STF, mas disputa continua Sobre Alexandre de Moraes, a Bloomberg escreve que "seus esforços agressivos para combater a desinformação fizeram dele o principal antagonista de conservadores como o ex-presidente Jair Bolsonaro". A agência afirma que ele se transformou no juiz mais famoso do Brasil. Já Mendonça é descrito como um dos críticos mais ferrenhos de Moraes dentro do tribunal e "um dos membros mais poderosos da corte desde fevereiro, quando assumiu a supervisão da investigação sobre o Banco Master". Sobre o inquérito das fake news, a agência escreve que ele se expandiu "para uma investigação de amplo alcance que transformou Moraes em um dos principais alvos de polêmica política no Brasil, à medida que ele entrava em confronto com gigantes das redes sociais e políticos de direita de destaque, incluindo o bilionário Elon Musk e o ex-presidente Jair Bolsonaro". As decisões de Fachin também foram divulgadas por outras agências de notícias. A AP noticiou que "a disputa de poder na Suprema Corte também causou danos à própria instituição, com críticos condenando veementemente o caos que a abala em suas bases". "A divergência entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, percebidos como ocupando extremos opostos do espectro político brasileiro, está se tornando uma questão importante às vésperas da eleição presidencial do mês que vem", afirma a agência. Agora no g1 A Reuters também noticiou que o embate entre os ministros "lançou a mais alta corte do Brasil em sua maior crise desde o retorno do país à democracia, há mais de quatro décadas". "As instituições brasileiras estão sendo abaladas pela ampliação das investigações sobre o Banco Master e por supostos vínculos entre o presidente do banco, Daniel Vorcaro, e autoridades do governo e políticos da oposição." Na quarta-feira, após a ordem do ministro Flávio Dino de reintegrar o diretor da Polícia Federal — mas antes da decisão de Fachin anulando essa e outras ordens — o jornal argentino Clarín noticiou que o Brasil vive uma "guerra aberta entre os juízes da Suprema Corte do Brasil em plena campanha eleitoral". "As disputas internas continuam a aumentar no Supremo Tribunal Federal do Brasil, em um confronto sem precedentes entre seus juízes em meio a uma campanha eleitoral."
