Mulher de Maduro solicita prisão domiciliária alegando problemas de saúde
<p>A defesa de Flores solicitou que fosse transferida para uma residência privada em Nova Iorque e que lhe fosse concedido um regime de prisão domiciliária com guardas armados 24 horas por dia, uma pulseira de localização, visitas restritas e chamadas telefónicas monitorizadas.</p><p>Flores, com 69 anos, afirma que necessita de um tratamento cardíaco complexo e que a prisão federal onde se encontra detida desde 03 de janeiro — dia em que o casal foi capturado por militares dos Estados Unidos — não reúne as condições necessárias para a sua recuperação.</p><p>Os advogados da esposa de Maduro afirmaram que os custos da eventual transferência serão suportados por Flores e propuseram a retenção do passaporte como parte das condições para garantir que permanecerá sob custódia.</p><p>Na carta apresentada ao tribunal, os advogados descrevem episódios de dores no peito, arritmias, dificuldades respiratórias e uma perda de mais de onze quilos desde a detenção.</p><p>De acordo com o pedido, no passado dia 29 de julho, Flores terá sofrido um problema grave de saúde que, segundo os seus advogados, poderá ter sido um enfarte ligeiro, embora a alegação não tenha sido confirmada clinicamente.</p><p>Flores e Maduro foram detidos em janeiro, durante uma operação das forças norte-americanas em Caracas, e posteriormente transferidos para Nova Iorque, onde enfrentam acusações relacionadas com tráfico de droga e terrorismo.</p><p>Ambos se declararam inocentes das acusações, enquanto o Ministério Público sustenta que utilizaram cargos de poder no seio do Estado venezuelano para facilitar o tráfico de cocaína para os Estados Unidos.</p><p>O processo encontra-se numa fase de pré-julgamento, na qual as defesas começaram a apresentar recursos para tentar a rejeição da acusação.</p><p>Entre os principais argumentos figuram a invocação da imunidade soberana de Maduro, na qualidade de suposto chefe de Estado, e questionamentos sobre a legalidade da operação através da qual ambos foram capturados e transferidos para os Estados Unidos.</p><p>A defesa de Flores também apresentou um pedido próprio baseado na imunidade associada ao estatuto de primeira-dama.</p><p>O juiz federal Alvin K. Hellerstein marcou, em julho passado, o início do julgamento para 01 de junho de 2027.</p><p>Antes dessa data, está prevista para 17 de novembro uma audiência para ouvir os argumentos das defesas sobre as moções destinadas a arquivar o caso, entre as quais a petição de Maduro baseada na imunidade soberana.</p>
