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Menino de 3 anos morreu de traumatismo craniano e tinha lesões no rosto e pescoço; mãe e padrasto seguem presos

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/I4RT81WPDQOS2TkDq4_ITRA6roI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/E/a/17EE1ATvupVm32JvElyQ/midia-de-distribuicao-g1-74-.jpg" /><br /> Avós tentaram criar menino de 3 anos que morreu com sinais de maus-tratos no Acre O menino Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, morreu de traumatismo craniano, tinha queimaduras de ferro e lesões em diversas partes do corpo. A informação foi confirmada ao g1 pelo avô materno de Davi, João Evangelista, e o Ministério Público do Acre (MP-AC). 👉 Contexto: Davi morreu nessa terça-feira (8) após ser levado pela mãe, Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto, Tacio Gomes dos Santos, de 23, ao hospital de Porto Acre. Segundo a polícia, os dois disseram inicialmente que o menino havia caído, mas a equipe médica suspeitou de agressão ao perceber as marcas no corpo e o casal foi preso em flagrante. Eles negam o crime. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Segundo o boletim de ocorrência, Davi tinha ferimentos no rosto, pescoço, na lombar, virilha, glúteos, coxas e braços. Além disso, havia uma queimadura no pé e um ferimento nas costas que pode ter sido causado com ferro e não foram tratados adequadamente. Ana Clara e Tacio Gomes passaram por audiência de custódia nessa quarta e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. O g1 não conseguiu contato com a defesa do casal. Davi Lucas Santos Maia deu entrada no hospital com vários hematomas e morreu em Porto Acre nesta terça (9) Arquivo pessoal O corpo de Davi foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) na tarde dessa quarta-feira (9) e levado para a cidade de Senador Guiomard, interior do Acre, onde ocorre o velório e enterro nesta quinta (10). A família materna do menino mora no município. "Coloquei a mão na cabeça dele, parece que quebrou. Levou uma porrada muito forte. Judiaram muito dele, tem muito roxo e marcas. Minha mulher está em choque, não está falando direito", lamentou João Evangelista. O avô contou que um vizinho do casal ouviu Davi chorando dentro de casa antes de ser levado para o hospital. "O vizinho escutou um barulho de longe e ajudou a levar para o hospital. São informações que a irmã dele passou", diz o avô. O MP-AC divulgou nessa quarta que pediu a prisão preventiva após o casal apresentar informações contraditórias sobre a suposta queda de Davi. Outro ponto que chamou atenção foi o casal ter buscado atendimento médico para a criança apenas quatro horas após o suposto acidente. Conforme o MP-AC, o padrasto já tinha sido denunciado ao Conselho Tutelar por maus-tratos contra o menino. “Para o Ministério Público, o conjunto de informações já reunidas aponta para a necessidade de aprofundamento das investigações sobre as circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade dos dois investigados, que exerciam a guarda de fato da criança”, disse o promotor de Justiça Flávio Bussab Della Líbera. Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto Tacio Gomes dos Santos, de 23, foram presos suspeitos de matar Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, no Acre Reprodução Avô queria criar a criança Segundo João Evangelista, os familiares chegaram a pedir que a criança fosse entregue a eles porque consideravam que a mãe, Ana Clara dos Santos, de 18 anos, não tinha condições de criá-la porque passava por problemas financeiros. Além disso, conforme a família, Ana Clara não dava notícias do menino e tinha se mudado para Porto Acre sem dar detalhes do endereço. “Nós lutamos para pegar esse menino, lutamos. Pedimos para ela dar esse menino para nós. Falamos que não tinha condições de criar, falamos: 'você não tem um meio de vida [renda] para sobreviver'. Mas, eu tenho um meio de vida para sobreviver, eu dou do bom e dou o melhor para ele”, contou o avô. Ana Clara e Tacio Gomes são pais de um menino de 2 meses. A família dela diz que não conhecia o atual padrasto de Davi e não tinha contato com a criança há quase dois anos. O bebê está com a avó paterna em Porto Acre. Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar e matar menino de 3 anos no Acre Ainda de acordo com o avô, Davi chegou a morar por um período com a família materna. Segundo ele, os parentes tentavam oferecer os cuidados que consideravam necessários para o menino. “Ele viveu um pouco de tempo com nós, a gente tinha muito amor, carregava ele no coração, a gente fazia de tudo pra sempre dar o melhor para ele”, disse. Irmã gêmea da mãe de Davi, Ana Bela, também contou que o menino chegou a passar boa parte do primeiro ano de vida junto aos familiares, mas o contato diminuiu com o tempo. LEIA MAIS: Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar e matar menino de 3 anos no interior do Acre Madrasta suspeita de obrigar enteada a ingerir soda cáustica é indiciada por tentativa de homicídio no AC Criança de 10 anos é encontrada morta dentro de casa no interior do Acre “Ela [Ana Clara] só lembrava da gente quando ele tava doente, essas coisas. Mas, ele viveu com a gente por um ano. Quando ela se mudou, perdemos contato com ela”, relatou. Ana Bela disse ainda que, antes do afastamento, os familiares costumavam buscar Davi para passar períodos com eles. Depois, segundo ela, as visitas ficaram cada vez mais difíceis. “A gente pedia pra ligar, mas ela não deixava a gente ir buscar ele porque, antes a gente ia buscar, passava um mês ou uma semana com ele e depois levava de volta. Mas, perdemos o contato depois. Ela só mandava 'oi, tô bem' pra gente, não dava muitos detalhes”, afirmou. Davi Lucas Santos Maia deu entrada no hospital com vários hematomas e morreu em Porto Acre nesta terça (8) Reprodução Mãe tinha marcas no corpo O pai de Ana Clara também relatou que, em uma ocasião, percebeu marcas no corpo da filha, mas disse que ela atribuiu os ferimentos a uma queda. “Ela chegou cheia de marca assim no corpo dela, aí a gente perguntou assim: ‘O que que é isso aí?’. E ela disse ‘é nada não, eu caí no chão’”, relembrou. João disse que espera que a filha esclareça o que aconteceu com Davi e que a investigação consiga apontar as circunstâncias da morte. “Ela tem que falar com a própria boca dela o que aconteceu, que a Justiça vai em cima dela. Ela tem que abrir o jogo, né?”, completou. VÍDEOS: g1

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