'Estou boltando': erro de ortografia em mensagem no WhatsApp revela tortura e assassinato de arquiteto na Argentina
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/fWApk5kkIRsLNiBQEb4-PRpCAi0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/2/3/5i9jkmTdCX6UW2G38UIg/captura-de-tela-2026-09-09-195905-1-.jpg" /><br /> Imagem do arquiteto argentino Rodolfo Bassi em rede social Reprodução/Redes sociais Um erro de ortografia em uma mensagem mandada pelo WhatApp levou à descoberta de um crime e à prisão de dois suspeitos na Argentina. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A história do assassinato do arquiteto Rodolfo Augusto Bassi, de 61 anos, foi contada pelo jornal argentino "Clarín", de Buenos Aires. Bassi morava na cidade de Paraná, na província de Entre Ríos, a cerca de 500 km de Buenos Aires, e trabalhava na reforma de apartamentos no último dia 1º. Naquele dia, Bassi tinha conversado com um casal até por volta das 16h, segundo o "Clarín", e desde então deixou de responder mensagens. Agora no g1 Sua irmã decidiu, então, mandar uma mensagem, e recebeu a resposta: "Estou boltando de Rosário, Moni. Nos falamos." O erro de ortografia acendeu nela um alerta. Em espanhol, confundir as letras "b" e "v" não costuma ser um mero erro de digitação: elas não têm diferença fonética. "Rebelar" e "revelar", por exemplo, têm a pronúncia idêntica. No caso, a palavra "bolviendo", utilizada na mensagem original em espanhol, não existe — mas, se existisse, seria pronunciada da mesma forma que "volviendo" ("voltando", em português). A irmã da vítima intuiu que Rodolfo não cometeria esse erro. Preocupada, ela formalizou uma denúncia na polícia, que iniciou as buscas pelo arquiteto e rapidamente achou seu corpo. Tortura e morte Os agentes foram nos endereços de diferentes reformas nas quais Bassi estava trabalhando. A procura terminou em um apartamento num complexo habitacional de Paraná. Ele estava amarrado em uma cadeira num apartamento onde foi encontrada uma faca de cozinha e uma marreta, supostamente utilizadas como armas no crime. O laudo preliminar da autópsia afirma que "o corpo apresentava cortes compatíveis com tortura e uma fratura no crânio causada por um golpe com um objeto contundente", segundo o "Clarín". Rapidamente, a polícia chegou a dois suspeitos, Carlos Gastón Aguilar, de 48 anos, e Claudio Ramón Inofre, de 52. Ambos trabalhavam em obras para Bassi. Aguilar se apresentou na delegacia para interrogatório com um carro cuja placa foi filmada por uma câmera de segurança na rua onde o crime ocorreu. Ele negou ter estado no local e alegou que divide o automóvel com outra pessoa que trabalha como motorista de aplicativo. Mesmo assim, foi preso. Já Inofre foi detido em um microonibus que ia para a província vizinha, Misiones. Ambos estão presos preventivamente e aguardam julgamento. Nenhum deles possui antecedentes criminais. A polícia agora trabalha na motivação do crime. Os criminosos roubaram o dinheiro e os pertences da vítima, mas os investigadores desconfiam que o crime pode ter envolvido uma dívida ou vingança, dada a violência empregada.
