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Justiça afasta policial penal suspeito de cobrar R$ 20 mil para manter preso em trabalho em MG

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/FbSeLqwlih8Mk7VRSX0tf10Po3s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/1/s/TbDNfdTt6dvUQuBuEwKw/viatura-mg.jpg" /><br /> Viaturas da Polícia Penal em MG Cristiano Machado/Imprensa MG Um policial penal foi afastado preventivamente das funções após ser acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais de exigir R$ 20 mil de um detento para conceder e manter uma vaga de trabalho na marcenaria da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba. Segundo o MPMG, na época dos fatos, em setembro de 2025, o servidor exercia a função de diretor de Segurança da unidade prisional. O afastamento foi divulgado pela promotoria nesta quarta-feira (9). A decisão foi tomada pela Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga, após pedido apresentado pelo Ministério Público em uma Ação de Improbidade Administrativa. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp O policial penal deverá permanecer afastado do cargo e de funções de chefia, direção ou assessoramento na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), sem prejuízo da remuneração, até uma nova decisão judicial. Vídeos em alta no g1 De acordo com a ação, o servidor teria usado a função para exigir o pagamento do detento que estava sob a custódia dele. Em troca, seria concedida e mantida a vaga de trabalho na marcenaria da penitenciária. A atividade permite ao detento reduzir o tempo de cumprimento da pena por meio do trabalho e pode influenciar na progressão do regime prisional. Transferências por Pix Segundo as apurações do MPMG, o próprio policial penal teria entrado em contato com a mãe do detento e fornecido os dados da conta bancária dele para receber o dinheiro. Os R$ 20 mil teriam sido transferidos diretamente para a conta do servidor em três operações por Pix, de R$ 3 mil, R$ 10 mil e R$ 7 mil, realizadas nos dias 8 e 9 de setembro de 2025. O MPMG informou que reuniu depoimentos, comprovantes das transferências bancárias, registros de mensagens e áudios, além de dados extraídos de celulares apreendidos. Ainda conforme o Ministério Público, as transferências ocorreram no mesmo período em que foi formalizado o ato administrativo que concedeu a vaga de trabalho ao detento. O que diz a Sejusp Em nota ao g1, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais confirmou que o servidor está afastado das funções. A secretaria afirmou que “não compactua com desvios de conduta de seus servidores” e que toda suspeita é apurada pela Corregedoria, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. A Sejusp não informou se há um procedimento administrativo específico aberto para apurar o caso. Decisão da Justiça Ao determinar o afastamento, a Justiça considerou que os elementos apresentados indicam, nesta fase inicial do processo, possível ato intencional de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito. Segundo o MPMG, a Justiça também considerou que a permanência do servidor em exercício poderia representar risco à coleta de provas, especialmente pela posição de autoridade que ele ocupava e pela situação de vulnerabilidade de presos, familiares e servidores que poderão prestar depoimento. Os mesmos fatos também são investigados na esfera criminal. A Ação de Improbidade Administrativa seguirá em andamento para análise das acusações. O policial penal tem direito de apresentar defesa e contestá-las. LEIA TAMBÉM: Fiscalização em ônibus apreende 32 celulares e mercadorias avaliadas em R$ 300 mil em Ipatinga INMET emite alerta de 'tempestade' para 21 cidades do Leste de Minas Filho mata o pai com pedaço de madeira para proteger mãe e irmãos de agressão em Braúnas Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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