Presidenciáveis reagem à decisão de Fachin que mantém Andrei da PF e tira Moraes do inquérito das fake news
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/WdB8ZYwOoaQRS46VM5NWRZ0uhRU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/g/E/fbMZ3bSHOzpjOGxKpJZQ/55439567457-8ea0594296-k.jpg" /><br /> Edson Fachin na abertura dos trabalhos do segundo semestre no STF Gustavo Moreno/STF Os candidatos à Presidência da República começaram a reagir à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça. No mesmo despacho, Fachin suspendeu a decisão de Flávio Dino que os reintegrou aos cargos. Fachin ainda vai decidir sobre a permanência ou não de Andrei Rodrigues no cargo em um procedimento específico da presidência do STF. O caso, que é mais um desdobramento da crise no Supremo, repercutiu entre os candidatos à Presidência da República. Até o momento, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) comentaram o assunto. Edson Fachin também levou para si a relatoria de investigações do chamado "Inquérito das Fake News", antes com o ministro Alexandre de Moraes, e suspendeu "todo e qualquer procedimento" de investigação contra integrantes do STF. Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF Também nesta quarta, Edson Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da PF que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Renan Santos (Missão) O candidato gravou um vídeo e o divulgou para a imprensa de forma a compartilhar seu posicionamento. Na gravação, disse que a decisão do presidente do STF "coroou um show de horrores que o Brasil está passando". Classificou a crise como uma "briga de egos" entre ministros, com um "querendo mostrar que é mais malvado que o outro". O candidato também voltou a criticar o judiciário, afirmando que, enquanto as brigas acontece, os magistrados recebem super-salários, fazem negócios com escritórios ligados a seus parentes e estão envolvidos em escândalos de corrupção. “É uma Suprema Corte que representa a própria política do Brasil. Ninguém quase vale nada, ninguém está preocupado com o Brasil, todo mundo preocupado com o ego e em acumular poder. O Brasil precisa urgentemente de uma Presidência da República com gente séria. Com gente que não tenha nada a ver com isso”, declarou. Romeu Zema (Novo) Em live feita na noite desta quarta-feira ao lado de seu vice, Eduardo Girão, o candidato comentou a decisão de Fachin que retirou Moraes da relatoria do inquérito das Fake News, classificando o fato como uma "boa notícia". Para Zema, o ministro usava o processo para "perseguir os adversários". O candidato disse que Moraes vai ficar "depenado" e "sem a grande arma que ele sempre utilizou para intimidar", declarou. O ex-governador de Minas Gerais acrescentou que nunca se intimidou por Moraes. Ronaldo Caiado (PSD) O ex-governador de Goiás fez uma postagem no X, antigo Twitter, parabenizando Fachin por ter retirado Moraes da relatoria do inquérito das Fake News. "Esse inquérito foi uma invenção e um conflito de interesses que apequena o Judiciário", escreveu. Quanto à decisão de suspender o afastamento de Andrei da Polícia Federal, afirmou: "torço e desejo que ele saiba exatamente o que está fazendo ao suspender a decisão do ministro Mendonça sobre Andrei na PF. Se for para tomar medidas e arrumar a casa, que tenha a mesma firmeza para dar um basta nos abusos de Alexandre de Moraes, exposto de forma vergonhosa nas conversas com Vorcaro".
