Com 265 desaparecimentos no 1º semestre de 2026, Amapá tem 3ª maior taxa do Brasil
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/kzffij5QVS4zJYcR5iHTB5IfC7w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/q/H/dqi8rJRQqsWK97CeRXuw/whatsapp-image-2026-07-06-at-18.15.44.jpeg" /><br /> Caso são registrados pela Polícia Civil do Amapá Polícia Civil/Divulgação O Amapá registrou 265 desaparecimentos no primeiro semestre de 2026 e tem a 3ª maior taxa do país, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. O índice equivale a 56 casos para cada 100 mil habitantes. No Brasil, foram 43.910 desaparecimentos entre janeiro e junho, o maior número para um primeiro semestre em dez anos. A média nacional é de 10 casos por hora. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp De acordo com o delegado Mário Carneiro, a maioria dos registros ocorre em Macapá, onde há mais moradores. A idade média dos desaparecidos é de 26 anos. “Neste ano tivemos mais de 200 desaparecimentos, 92% já localizados. A maioria dos casos envolve homens. É importante que o registro seja feito imediatamente”, disse Carneiro. Segundo o delegado, a maioria dos casos foi solucionada, mas o número preocupa. Cada desaparecimento tem uma história e o aumento acompanha mais registros de boletins de ocorrência. Antes, muitas famílias acreditavam que era preciso esperar 24 horas para registrar o desaparecimento. Hoje, a orientação é agir imediatamente, o que aumenta as chances de localização. O delegado explica que em alguns casos a pessoa não quer ser encontrada. Outra dificuldade ocorre com adolescentes que saem de casa e recebem abrigo de terceiros, principalmente em situações envolvendo namorados — o que é considerado crime. “Algumas das nossas dificuldades acontecem quando a pessoa não quer ser localizada. Às vezes ela desaparece não porque foi sequestrada, mas porque não deseja ser encontrada. Há casos em que está chateada com a família e decide se afastar de casa por algum tempo, sem avisar. Isso ocorre bastante com menores, que não necessariamente estão desaparecidos, mas saem de casa sem comunicar os pais. O problema é quando terceiros dão abrigo a esses adolescentes, principalmente em situações envolvendo namorados”, explicou o delegado. LEIA MAIS: Árvore cai sobre carrinho de lanches em Macapá; Bombeiros orientam como pedir vistoria Trabalhador resgatado em situação análoga à escravidão chegou a receber R$ 300 em chácara no Amapá Série de reportagens mostra o drama de famílias de desaparecidos no Amapá Como comunicar um desaparecimento O boletim de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia do Estado. Quanto mais informações sobre a pessoa desaparecida, melhor. Cada detalhe ajuda a traçar a rota da pessoa desaparecida. Redes sociais também são usadas na busca, já que muitas vezes a pessoa deixa pistas ou contatos. É importante levar uma foto recente à delegacia para que a polícia possa divulgar um card público. Se o registro não for feito por um familiar, é preciso apresentar um documento assinado por parente de 1º grau da família autorizando a divulgação da imagem. Quando há suspeita de que a pessoa saiu do estado, a Polícia Civil trabalha em conjunto com outras unidades da federação para tentar a localização. VÍDEOS com as notícias do Amapá: d
