Troca de fios de energia por cabos de alumínio em Manaus é investigada pelo MP após reclamações de consumidores
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/l5XkRJ9lEeop91Bqtvln7lcgOLA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/v/X/T1RsPRRwW5pdPjz5Utgg/trabalhador-realiza-manutencao-na-rede-eletrica-em-manaus-foto-reproducao-mpam.jpg" /><br /> Trabalhador realiza manutenção na rede elétrica em Manaus Reprodução/MPAM O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) abriu um inquérito civil para investigar se a substituição dos antigos cabos de energia por fios de alumínio feita pela Âmbar Energia em Manaus está dentro das normas técnicas e de segurança. A apuração começou após reclamações de consumidores sobre prejuízos, oscilações e interrupções no fornecimento de energia e até incêndios. A investigação é conduzida pelas 51ª e 81ª Promotorias de Justiça Especializadas na Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon). O MPAM quer saber se o novo material oferece segurança e mantém a qualidade e a continuidade do serviço, além de verificar possíveis impactos na tarifa e na medição do consumo. Os promotores Edilson Queiroz Martins, da 51ª Prodecon, e Sheyla Andrade dos Santos, da 81ª, também apuram se a concessionária cumpriu as regras de informação aos consumidores e se a substituição foi autorizada e fiscalizada pelos órgãos responsáveis. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O MPAM solicitou informações à Âmbar Energia, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), ao Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas (Ipem-AM), ao Corpo de Bombeiros, ao Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) e ao Serviço Municipal de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus). Os órgãos têm até 10 dias úteis para responder. Agora no g1 À Âmbar Energia, o Ministério Público pediu justificativas técnicas, econômicas e contratuais para a troca dos cabos, além do cronograma das obras e laudos sobre a segurança do material diante das temperaturas de Manaus. A concessionária também deverá informar se a mudança terá impacto na tarifa paga pelos consumidores. À Aneel, o MPAM pediu informações sobre a previsão da substituição no contrato de concessão ou no plano de investimentos aprovado, além das regras para eventuais impactos das melhorias na tarifa. Já o Inmetro e o Ipem-AM deverão informar se os cabos e equipamentos utilizados possuem certificação, registro e homologação válidos. Os órgãos também foram questionados sobre a realização de testes de conformidade e fiscalizações em Manaus. O Corpo de Bombeiros deverá apresentar dados sobre ocorrências relacionadas a curtos-circuitos e outros sinistros na rede elétrica da capital, além de relatórios de fiscalização e laudos sobre as condições de segurança da nova fiação. Os Procons estadual e municipal foram questionados sobre reclamações e denúncias relacionadas à troca dos cabos de energia. O MP quer informações sobre casos de interrupção ou oscilação no fornecimento, danos a equipamentos, alterações na medição, aumento atípico das contas e falta de comunicação prévia aos consumidores. "Nossa atuação parte da necessidade de se investigar o impacto econômico direto e indireto dessa transição estrutural, especificamente se os custos das obras e a mudança do material condutor refletirão em aumento das tarifas repassadas aos consumidores ou em variações atípicas na medição do consumo”, destacou a promotora Sheyla Andrade. Continuidade A 51ª Prodecon já investiga as frequentes interrupções no fornecimento de energia em Manaus e a regularidade dos aumentos na tarifa. Segundo o MPAM, o procedimento está na fase de coleta de informações. A Promotoria aguarda respostas dos órgãos acionados, entre eles a própria Âmbar Energia. O Ministério Público informou que não descarta adotar medidas extrajudiciais ou judiciais caso sejam identificadas irregularidades e violações aos direitos dos consumidores. Aumento na conta de luz: na CMM, Âmbar Energia explica reajuste e responde a reclamações TCU libera R$ 5 bilhões para reduzir tarifas de energia; Amazonas está entre as áreas beneficiadas
