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Sobrevivente do Holocausto se diz 'chocada' com extrema direita no poder em estado alemão

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/vzAzHVPUO5umWoxignles1POCT0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/N/A/XYD61VQHSeK9T6AXghcQ/2026-09-08t201839z-1120372328-rc20fnaazp3e-rtrmadp-3-germany-election-saxony-anhalt-holocaustsurvivor.jpg" /><br /> Eva Umlauf , sobrevivente de Auschwitz e presidente do Comitê Internacional de Auschwitz, reage ao resultado preliminar da eleição estadual da Saxônia-Anhalt em Munique, Alemanha REUTERS/Angelika Warmuth Eva Umlauf tinha dois anos quando ela e sua mãe foram libertadas do campo de extermínio nazista de Auschwitz, em janeiro de 1945. Ela diz que fica horrorizada ao ver que, mais de 80 anos depois, a extrema direita está novamente em ascensão na Alemanha. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A vitória do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) no Estado de Saxônia-Anhalt, no leste do país, no último domingo, colocou um partido de extrem direita a um passo do poder em um estado alemão pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. “O que posso dizer? Eu esperava por isso e, mesmo assim, estou chocada”, disse ela à Reuters em uma entrevista. “Estou chocada, estou triste; não sei o que leva as pessoas a votarem nesse partido.” Umlauf, uma pediatra e psicoterapeuta nascida na Eslováquia que mora em Munique, visita escolas para ensinar as crianças sobre o Holocausto e atua como presidente do Comitê Internacional de Auschwitz. Extrema direita vence eleição regional alemã Seus comentários refletem a preocupação que muitos representantes de grupos minoritários têm expressado nos últimos meses, à medida que pesquisas de opinião apontavam para o avanço da extrema direita na Saxônia-Anhalt, bem como em Berlim e no Estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental — ambos com eleições marcadas para 20 de setembro. “Estamos com medo. Sabemos o que acontece – o que acontece com as minorias, o que acontece com os estrangeiros”, declarou ela. O AfD, fundado como um partido eurocético durante a crise da zona do euro em 2013, rejeita comparações com o Partido Nazista, responsável pelo Holocausto que matou cerca de 6 milhões de judeus, além de ciganos, homossexuais e outros. LEIA MAIS: Trump comemora vitória da extrema direita na Alemanha: 'Estão em ascensão' Chanceler alemão diz que vitória da extrema-direita em eleição estadual acende alerta na Europa O partido quer restringir a imigração, especialmente de países que considera “culturalmente estranhos” à Alemanha, sair do euro e restabelecer laços com a Rússia para reduzir os preços da energia. Afirma que suas políticas refletem ideias de bom senso compartilhadas por milhões de alemães e nega ser antissemita. Em vez disso, acusa os partidos tradicionais de usar tais acusações como meio de silenciar a oposição.

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