Hóspedes aumentam 9,2% e dormidas recuam 0,6% no 2º trimestre de 2026 - INE
<p>Os resultados divulgados pelo INE indicam que os estabelecimentos hoteleiros acolheram 276 598 hóspedes no segundo trimestre de 2026, mais 9,2% face ao mesmo período de 2025. Apesar do aumento das entradas, as dormidas diminuíram 0,6%, para 1 292 441, enquanto a estadia média caiu de 4,9 para 4,5 noites e a taxa de ocupação-cama recuou oito pontos percentuais, para 52%.</p><p>Entre Abril e Junho, os estabelecimentos hoteleiros acolheram 276 598 hóspedes, mais 23 238 pessoas do que no mesmo período de 2025, correspondendo a um crescimento de 9,2%.</p><p>No entanto, o aumento do número de entradas não se reflectiu nas dormidas. No período em análise foram registadas 1 292 441 dormidas, menos 8 148 do que no segundo trimestre do ano anterior, o equivalente a uma redução de 0,6%.</p><p>A duração média das estadias também diminuiu. A estadia média fixou-se em 4,5 noites, contra 4,9 noites no período homólogo de 2025, representando uma redução de 0,4 noites.</p><p>A taxa média de ocupação-cama registou igualmente uma descida. No segundo trimestre de 2026, situou-se em 52%, menos oito pontos percentuais face aos 60% registados no mesmo período de 2025.</p><p>Os hotéis continuam a dominar a oferta e a procura turística no país. No segundo trimestre de 2026, esta tipologia recebeu 238 037 hóspedes, correspondentes a 86,1% do total, e concentrou 86,9% das dormidas. Os hotéis-apartamentos foram a segunda tipologia de alojamento mais procurada, com 6,9% do total de hóspedes e 9,0% das dormidas.</p><p>As residenciais representaram 3,2% dos hóspedes e 1,6% das dormidas, enquanto as pensões acolheram 2,1% dos hóspedes e concentraram 1,2% das dormidas. Os aldeamentos turísticos responderam por 1,3% dos hóspedes e 1,0% das dormidas. As pousadas representaram 0,3% dos hóspedes e 0,2% das dormidas. Já o alojamento complementar teve uma participação residual, com 0,1% dos hóspedes e 0,0% das dormidas.</p><p>A ilha do Sal continua a concentrar a maior parte da procura turística em Cabo Verde. No segundo trimestre, foi responsável por 62,1% do total das entradas nos estabelecimentos hoteleiros. A Boa Vista surge na segunda posição, com 18,1% das entradas, seguida de Santiago, com 7,3%, São Vicente, com 6,5%, e Santo Antão, com 4,5%. As restantes ilhas representaram, em conjunto, 1,5% das entradas.</p><p>Em relação às dormidas, o Sal manteve igualmente a liderança, concentrando 59,5% do total. A Boa Vista representou 29,5%, enquanto Santiago respondeu por 3,9%, São Vicente por 3,8% e Santo Antão por 2,3%. As restantes ilhas tiveram um peso de 0,9%.</p><p>A procura turística continua fortemente concentrada nos mercados externos. Os não residentes em Cabo Verde representaram 96,4% das entradas nos estabelecimentos hoteleiros durante o segundo trimestre de 2026 e foram responsáveis por 98,0% das dormidas. Os residentes, por sua vez, representaram apenas 3,6% das entradas e 2,0% das dormidas.</p><p>Entre os mercados emissores estrangeiros, o Reino Unido manteve-se na primeira posição, com 70 774 hóspedes, correspondentes a 26,5% do total de hóspedes estrangeiros. Este mercado originou ainda 364 702 dormidas, equivalentes a 28,8% do total das dormidas de estrangeiros.</p><p>Portugal ocupou a segunda posição, com 18,5% dos hóspedes estrangeiros e 20,5% das dormidas. A Alemanha representou 8,6% dos hóspedes e 11,0% das dormidas, enquanto a França respondeu por 10,2% dos hóspedes e 8,5% das dormidas.</p><p>O INE informou ainda que a Bélgica e Holanda, em conjunto, representaram 5,9% dos hóspedes e 5,7% das dormidas. Seguiram-se Itália, com 3,7% dos hóspedes e 4,4% das dormidas; Polónia, com 3,3% e 4,2%; Espanha, com 5,9% e 3,6%; República Checa, com 2,7% e 3,1%; e Suécia, com 1,8% dos hóspedes e 1,3% das dormidas. </p>
