Servidores são alvo de operação por suspeita de levar celulares para facção em presídio de MT
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/MVL97KugmuEUjwEEEECR_hkxZQE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/7/TsXPmkQZi1ujhqBRLZuQ/videos-g1-2026-09-09t071807.051.jpg" /><br /> Segundo a investigação, os servidores usavam o acesso ao ambiente prisional para atender a interesses de integrantes de uma facção criminosa Reprodução Um policial penal e uma professora contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) são alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção para facilitar a entrada ilegal de celulares e outros objetos em uma unidade prisional de Mato Grosso. Segundo a investigação, os servidores usavam o acesso ao ambiente prisional para atender a interesses de integrantes de uma facção criminosa. A Operação Insídia cumpre oito ordens judiciais nesta quarta-feira (9), em Cuiabá. Entre as medidas estão duas prisões preventivas, duas buscas e apreensões, dois bloqueios de valores e a suspensão temporária das funções públicas dos investigados. Os investigados são suspeitos de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em unidade prisional e associação criminosa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp As investigações começaram em junho de 2025, depois que a polícia analisou materiais apreendidos e encontrou transferências via Pix para a professora. Os pagamentos teriam sido feitos por detentos ou por pessoas próximas a eles, incluindo familiares e visitantes autorizados. Agora no g1 As movimentações chamaram a atenção dos investigadores e foram relacionadas a uma denúncia sobre a entrada clandestina de celulares e outros produtos na unidade prisional. A suspeita é de que os servidores recebiam dinheiro para facilitar o acesso dos objetos ao presídio. Policial cobrava até R$ 10 mil por celular Segundo a investigação, o policial penal cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho celular que seria entregue a integrantes da facção. Para dificultar o rastreamento do dinheiro, ele teria usado a conta bancária da companheira para receber parte dos pagamentos. A polícia também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda e a função exercida pelos investigados. Professora tinha acesso à unidade prisional De acordo com as apurações, a professora utilizava o acesso autorizado ao interior do Centro de Ressocialização de Várzea Grande, onde trabalhava em salas anexas de uma escola estadual, para ajudar na entrada dos objetos. O policial penal, por sua vez, teria usado as próprias atribuições funcionais para facilitar a entrada dos celulares e de outros itens destinados aos integrantes da organização criminosa. Para os investigadores, o acesso privilegiado dos dois servidores ao ambiente prisional era fundamental para o funcionamento do esquema. Justiça determina bloqueio de dinheiro Além das prisões e buscas, a Justiça determinou a suspensão cautelar das funções públicas dos dois investigados enquanto as apurações estiverem em andamento. Também foram autorizados bloqueios de valores nas contas dos suspeitos. No caso da professora, o limite é de R$ 14,6 mil. Para o policial penal, o bloqueio chega a R$ 25,5 mil. As buscas têm o objetivo de encontrar documentos, aparelhos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema e identificar possíveis participantes. As investigações continuam para descobrir se outras pessoas participaram do esquema e dimensionar a atuação do grupo.
