AGU pede que presidente do STF suspenda decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/dtgFwlftCYUfx-QTSTSlTqWK9EM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/F/T/GneA1QQPGQI7CoO96SoA/globo-canal-4-20260908-2000-frame-120258.jpeg" /><br /> AGU pede que presidente do STF suspenda decisão que afastou Andrei Rodrigues da PF No começo da noite desta terça-feira (8), a Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do Supremo que suspenda a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal. Ao longo do dia, diretores da PF também saíram em defesa de Andrei Rodrigues. Quando saiu a decisão do ministro André Mendonça, Andrei Rodrigues estava na Academia Nacional da Polícia Federal, onde participaria da cerimônia de abertura do curso de formação de novos agentes. A cerimônia estava marcada para as 9h, mas atrasou cerca de uma hora. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Andrei Rodrigues, que aguardava o início do evento em sala reservada, resolveu deixar o local e seguiu em um carro para a sede da Polícia Federal. O comando da PF na cerimônia foi representado pelo diretor-executivo, William Murad. Ele esteve com Andrei na sala reservada e, de lá, seguiu para o auditório. Murad discursou e, sem citar a decisão de Mendonça, afirmou que a Polícia Federal mantém a confiança no diretor-geral: “Instituições fortes, independentes e respeitadas não servem a si mesmas, servem à sociedade brasileira. E cabe a todos nós exercer nossas funções com firmeza no interesse da inegociável missão de promover a justiça e assegurar o Estado de Direito. Por isso, não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui reafirmamos, reafirmo, nossa total confiança na direção-geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O momento exige serenidade, mas saberemos atravessar essa tempestade como tantas vezes o fizemos”. O presidente Lula convocou uma reunião no Palácio da Alvorada no fim da manhã. Entre os participantes estavam o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a quem o diretor da Polícia Federal responde, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. AGU pede que presidente do STF suspenda decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal Jornal Nacional/ Reprodução No início da tarde, Andrei Rodrigues foi notificado da decisão do ministro André Mendonça de afastamento preventivo do cargo, e o comando interino da Polícia Federal passou para William Murad, o número dois da corporação. O diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, também foi notificado e substituído. Logo depois, 11 diretores da PF divulgaram nota em apoio a Andrei Rodrigues e a Leandro Almada. Eles disseram que Andrei tem um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável; e repudiaram o que chamaram de "toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana". Afirmaram que "tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas"; e finalizaram colocando os cargos à disposição do diretor-geral substituto. Os diretores que assinam a nota seguem nos cargos. Também à tarde, o ministro da Justiça e o advogado-geral da União se reuniram com o presidente do Supremo, ministro Luiz Edson Fachin. Na noite desta terça-feira (8), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal defendeu que o afastamento do delegado-geral só poderia ter sido determinado pelo plenário do STF e disse que "a deliberação pelo colegiado pleno, nessas circunstâncias, é medida de preservação da autoridade do tribunal, de garantia do devido processo legal e de prevenção da prática de atos passíveis de nulidade, cujos efeitos recairiam sobre as investigações e sobre a própria instituição que se pretende resguardar". A Advocacia-Geral da União encaminhou a Fachin um pedido para suspender a decisão liminar do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues. A AGU sustentou que a medida viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal e que o afastamento abrupto compromete o funcionamento das atividades do órgão e gera risco de desorganização institucional. Na noite desta terça-feira (8), o presidente do Supremo, Edson Fachin, deu 72 horas para o ministro André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Diretor da PF afastado: veja os principais argumentos de Mendonça na decisão contra Andrei Rodrigues Onze diretores da PF colocam cargos à disposição e manifestam 'total apoio' a Andrei Rodrigues após afastamento 'Não nos deixaremos abalar por ataques', diz número 2 da PF ao defender Andrei Rodrigues em evento Ala no STF defende análise de informações sobre crise entre Moraes e Mendonça somente após as eleições
