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Gal Leite, da UP, quer integrar secretarias para qualificar mulheres e combater violência no Pará

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Gal Leite, da UP, participa de ato pelo fim da violência contra a mulher em Belém A candidata da Unidade Popular(UP) ao Governo do Pará, Gal Leite, disse nesta terça-feira (8) que planeja integrar as secretarias estaduais para oferecer profissionalização e qualificação a mulheres vítimas de violência doméstica, visando romper o ciclo de abusos no estado. "Fazer uma integração, porque não adianta só construir mais Delegacias da Mulher, abrigos para as mulheres, se a gente não tiver pra essa mulher uma perspectiva de que ela melhore de vida. Uma integração entre as secretarias para que a gente possa dar pra essa mulher uma oportunidade dela se profissionalizar, se qualificar, ter uma perspectiva de mudar de vida pra poder sair do ciclo da violência", afirmou. ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Gal Leite apresentou propostas sobre o plano de governo para as áreas de segurança pública, direitos das mulheres e assistência social. Na agenda, a candidata detalhou a criação de "casas de passagem" e o uso de prédios públicos estaduais desocupados para abrigar novos serviços de acolhimento. A candidata defendeu a urgência de instalar estruturas de acolhimento em todos os municípios paraenses, destacando a necessidade de locais de trânsito rápido e menos burocráticos para as vítimas. "A gente precisa, principalmente, construir, além das casas-abrigo, as casas de passagem, que não tem onde a mulher possa à noite, caso ela tenha sofrido uma violência de manhã, ou de tarde, ou à noite, ela correr com os filhos lá e ser menos burocrático. Um lugar onde ela possa ficar até se organizar pra ver que casa-abrigo ela vai, o que é que ela vai fazer da vida, que cursos ela poderá fazer pra poder realmente haver uma mudança, uma perspectiva de melhora de vida pra essa mulher", explicou. No campo da segurança pública, Gal Leite defendeu o combate às facções criminosas por meio da desarticulação do sistema financeiro dos grupos, em parceria com a inteligência federal. Ela também propôs a implementação de cursos de letramento racial para os policiais militares e civis do Pará. "A gente quer que tenha letramento racial, curso de formação, porque a gente vê assim: a polícia prende grandes políticos ou eles saem de lá sem nenhum machucado e quando é pra invadir, ocupar as favelas, ocupar os lugares pobres, é metendo o pé na porta, porque existe uma diferença de tratamento entre o criminoso que usa gravata e o criminoso que anda de camiseta e short", disse a candidata. Para fiscalizar a atuação policial, o plano de governo prevê a criação de comitês independentes organizados de forma piramidal, com a participação de associações de moradores e movimentos sociais. Gal Leite também defendeu a realização de novos concursos públicos e o acompanhamento rotineiro da saúde mental dos policiais. "Os exercícios físicos e também as consultas psicológicas para que esse profissional consiga exercer a sua profissão, que é uma profissão bem difícil", concluiu. Leia mais notícias do estado no g1 Pará

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