Rubio promete 'reconstruir' relação entre EUA e Colômbia após 'erros' da esquerda
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/Vp8sQPXWtQMfhpAi2bY_bT18MzQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/A/B/l59SNhSdScTHUDQBenXg/afp-20260908-c7q93zf-v1-midres-colombiausdiplomacy.jpg" /><br /> O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, em 8 de setembro de 2026 Luis Acosta/AFP O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, prometeu nesta terça-feira (8) reconstruir a relação com a Colômbia e afirmou que os dois países passaram por um período de “distanciamento” durante o governo do ex-presidente de esquerda Gustavo Petro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Rubio desembarcou na Colômbia nesta terça-feira, iniciando uma viagem pela América Latina que também inclui Peru e Equador. Os três países têm atualmente governos alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a visita, Rubio afirmou que o governo do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, herdou “uma série de desastres” e agora precisa lidar com “os erros dos últimos quatro anos”, em uma referência à gestão de Petro. A declaração representa uma nova tentativa do governo Trump de se aproximar de governos latino-americanos alinhados à Casa Branca e de ampliar a influência dos EUA na região. Segundo o Departamento de Estado, Rubio busca “fortalecer alianças importantes dos Estados Unidos na região”. O Brasil, que atravessa uma crise diplomática com o governo Trump, não está incluído no roteiro de Rubio. Rubio afirmou que a segurança será “chave e central” na relação entre os dois países e disse que Colômbia e Estados Unidos enfrentam ameaças semelhantes, com redes criminosas que atuam nos dois países. Segundo ele, a partir da segurança será possível ampliar a cooperação econômica e criar oportunidades de prosperidade para os dois povos. O secretário também discutiu com o governo da Colômbia questões como combate ao narcotráfico e relações comerciais. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, a agenda também inclui o apoio dos EUA à resposta colombiana ao terremoto. Domínio Agora no g1 A visita ocorre em meio à tentativa do governo Trump de reforçar a influência dos Estados Unidos sobre a América Latina e resgatar a chamada Doutrina Monroe, estratégia adotada por governos norte-americanos ao longo de cerca de dois séculos para ampliar a influência no continente. Em um vídeo divulgado no início de agosto, o Departamento de Estado afirmou que o domínio dos Estados Unidos sobre as Américas “nunca mais será questionado”. Veja abaixo. EUA publicam vídeo sobre doutrina e falam em domínio sobre as Américas O Departamento de Estado citou ainda, no vídeo, a operação que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro deste ano, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina norte-americana no continente. E disse que o episódio enviou um "forte sinal a todo o hemisfério". Marco Rubio faz discurso de abertura durante um evento intitulado "Ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político" no Departamento de Estado dos EUA em 16 de julho de 2026, em Washington BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
