Fotógrafo flagra banquete de sucuri que mora à margem de rio e se alimenta de restos de peixes jogados por pescadores em MS
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/XxMWp9UcjlkFrglAVcNdyNuIdEI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/m/3/mLgtqlSEKajaCUWL9Knw/formato-g1-1-.png" /><br /> Sucuri-amarela é flagrada comendo peixe às margens de rio no Pantanal O fotógrafo Guilherme Giovanni, que há 16 anos se dedica a registrar a natureza do Pantanal sul-mato-grossense, conseguiu acompanhar durante dois dias o comportamento de uma sucuri-amarela que se alimentava de restos de peixes descartados às margens do Rio Paraguai, em Corumbá. Veja no vídeo acima. Os registros, compartilhados pelo fotógrafo nesta terça-feira (8), foram feitos no início de dezembro de 2025, na prainha do Porto Geral, em Corumbá. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O encontro Guilherme conta que se deparou com a serpente durante uma de suas visitas de rotina ao atrativo turístico da cidade. O fotógrafo costuma frequentar o local nas primeiras horas da manhã para fazer seus registros e, algumas vezes, retorna no período da tarde para fotografar o pôr do sol. Em uma dessas ocasiões, percebeu a cobra saindo debaixo de algumas pedras, atraída pelos restos de peixes deixados pelos pescadores na margem do rio. O descarte atraía diversas aves, como biguás e gaivotas, mas foi a sucuri que acabou roubando a cena. Diante da oportunidade, Guilherme decidiu acompanhar o comportamento da serpente. Para isso, passou horas de plantão no local, observando cada movimento do animal. Durante dois dias, ele conseguiu registrar a cobra se alimentando dos restos de peixe. O vídeo impressiona: nele, é possível ver a sucuri-amarela, uma das espécies encontradas no bioma, saindo lentamente debaixo das pedras e abocanhando grandes pedaços de peixe. Segundo o fotógrafo, ele manteve uma distância segura durante todo o acompanhamento para evitar estressar o animal. Sucuri-amarela às margens do rio no Pantanal Guilherme Giovanni Fotógrafo faz alerta Em um domingo em que voltou ao local para fazer novos registros, ele conta que outras pessoas que estavam na região avistaram a sucuri e se aproximaram do animal com pedras e pedaços de pau. Por pouco, o pior não ocorreu. Diante da situação, o fotógrafo faz um apelo para que animais como a cobra não sejam perseguidos e maltratados. A orientação, segundo ele, é simplesmente deixar que o animal siga seu caminho e manter distância. Guilherme ainda lembra que animais de pequeno porte podem ser presas quando estão próximos, mas afirma que humanos não fazem parte da alimentação habitual da sucuri, segundo sua experiência de observação. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
