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Peritos da PF defendem que afastamento de Andrei seja decidido pelo plenário

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/0Hj-LWK_p5ImKOUFsyMO091KCr0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/T/2/enezAxS2S25BQkohdPvg/feminicidio-3-.png" /><br /> A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou uma nota nesta terça-feira (8) em que reage diretamente ao afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. No documento, a entidade classifica a suspensão do chefe da PF como uma "medida de excepcional gravidade" e faz uma cobrança direta ao STF: a de que o caso seja retirado de instâncias restritas e levado com urgência à análise do plenário da Corte, composto pelos 11 ministros. A manifestação da APCF ocorre no momento em que o julgamento virtual extraordinário na Segunda Turma (composta por cinco membros) já formou maioria de 3 votos a 0 para referendar o afastamento. A votação acabou paralisada por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mas a liminar individu que tirou Andrei Rodrigues da cadeira segue em vigor. 'Não nos deixaremos abalar por ataques', diz número 2 da PF ao defender Andrei Rodrigues Legitimidade e equilíbrio entre Poderes De acordo com os peritos federais, decisões dessa magnitude têm repercussão direta sobre a governança da segurança pública do país e sobre o equilíbrio entre os Poderes. Por essa razão, a análise do colegiado completo do Supremo é vista como "fundamental para a legitimidade dos atos". "O afastamento do comando máximo de uma instituição de Estado é medida de excepcional gravidade e deve fundamentar-se em indícios concretos e verificáveis, submetidos, ainda que em momento posterior, ao devido contraditório" , destaca a associação. A nota reforça que a categoria acompanhará de perto as investigações criminais e os processos disciplinares instaurados na Corregedoria da PF. A associação pontua que confia na observância das garantias do devido processo legal e da ampla defesa, "sempre em defesa de uma Polícia Federal de Estado, forte, técnica e independente". Andrei Rodrigues, diretor-geral do PF, em CPI no Senado Andressa Anholete/Agência Senado O peso político da reação A manifestação dos peritos expõe o tamanho da fratura interna na Polícia Federal. Embora o discurso oficial do diretor-executivo William Marcel Murad, proferido mais cedo na Academia Nacional de Polícia, tenha focado em pregar "serenidade" e rechaçar "ataques" à instituição, os bastidores fervem. Integrantes da cúpula da PF relatam, reservadamente, sentimentos de "indignação e revolta" com a decisão de Mendonça, a qual classificam como "política". Ao exigir que o plenário físico do STF dê a palavra final, os peritos federais somam forças à ala que tenta tirar o processo do ambiente eletrônico assíncrono para expor o debate ao "olho no olho" das sessões presenciais. Enquanto a notificação judicial a Andrei Rodrigues não é formalizada, a PF opera sob expectativa de transição. Assim que receber a intimação, o diretor-geral afastado passará o comando imediatamente a Murad.

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