Autoridades de Nova York sabiam que qualidade do ar não era segura após atentado de 11 de Setembro, dizem documentos
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/yRvlNMC6aC6oTsgVecv3X3LSujY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/Z/O/nDJKstSC6xRSor3tI2UA/world-trade-center-sp-fran-1-.jpg" /><br /> Destroços das Torres Gêmeas após o atentado de 11 de Setembro. Ted Warren/AP As autoridades de Nova York sabiam que o ar próximo ao marco zero do atentado de 11 de Setembro não era seguro para respirar, apesar de falar o contrário ao público na época, segundo documentos revelados nesta terça-feira (8) pelo governo da cidade. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A informação consta nas 170 mil páginas de documentos sobre o 11 de Setembro divulgados pelo governo nova-iorquino nesta terça, na semana em que o atentado completará 25 anos. Segundo as autoridades municipais, os registros incluem dados sobre contaminação coletados por agências ambientais locais nos dias seguintes ao atendado e relatórios sobre a qualidade do ar, além de conversas entre autoridades municipais sobre uma preocupação com a situação e com a possibilidade da cidade ser responsabilizada judicialmente pela exposição da população às toxinas presentes no ar. “À medida que os anos passam e o custo humano aumenta, lidamos com o preço do 11 de Setembro sempre que outro nova-iorquino nos é tirado cedo demais. Agora, quase 25 anos depois, mais pessoas morreram de doenças relacionadas ao 11 de Setembro do que foram mortas no próprio dia dos ataques”, disse o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Quase 3 mil pessoas morreram no atentado de 11 de setembro, porém milhares de outras —incluindo integrantes das equipes de emergência que passaram meses trabalhando nos destroços das Torres Gêmeas— morreram ao longo dos anos de cânceres e outras doenças relacionadas ao 11 de Setembro. Segundo autoridades municipais, os documentos estavam entre 68 caixas armazenadas em um escritório do governo da cidade que foram descobertas no ano passado. Eles estão sendo divulgados antes do 25º aniversário dos ataques, na sexta-feira.
