Nicoletti quer regularizar garimpos em terras indígenas caso seja eleito senador por Roraima
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/avYQFOtN2dY2s2KJSOq_BgVEreA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/E/h/P7hCcCTPSYzxfe1REVDQ/nicolleti.jpeg" /><br /> Nicoletti (PL), candidato ao Senado por Roraima nas eleições de 2026. Yara Ramalho/g1 RR O candidato ao Senado por Roraima Nicoletti (PL) defendeu a regularização do garimpo em comunidades e terras indígenas do estado, com presença de órgãos de fiscalização e segurança nas áreas de exploração. A declaração foi dada durante sabatina promovida pela CBN Amazônia Boa Vista, da Rede Amazônica, nesta terça-feira (8), em Boa Vista. Durante a entrevista, que durou 25 minutos, Nicoletti afirmou que problemas como contaminação, desnutrição e violência em áreas de garimpo ocorrem porque o garimpo é ilegal e o Estado está ausente. Em Roraima, não há garimpos legalizados. A maior parte da atividade ocorre ilegalmente em terras indígenas, onde a exploração é proibida pela Constituição Federal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Na sabatina, ele propôs levar órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), polícias e a Receita Federal para as áreas de exploração. A medida, segundo ele, permitiria combater crimes como tráfico de drogas e armas e garantir a arrecadação de impostos. "Aqui não se fala em degradar o meio ambiente. E quando eu falo hoje que o caos não é de hoje, que muitas vezes a degradação acontece, é porque o Estado não está lá dentro das comunidades indígenas. Pensem comigo: se o Estado estivesse lá dentro com o Ibama, com a Funai, estivesse lá com a polícia lá dentro, não teria tráfico hoje de drogas e armamento dentro do garimpo. Você não teria a degradação no meio ambiente que está acontecendo e você teria arrecadação de impostos com a própria Receita Federal e estadual lá dentro do garimpo", disse o candidato. Nicoletti afirmou que, com a regulamentação, o Estado passaria a fiscalizar e adequar os processos de mineração, com o objetivo de garantir o equilíbrio ambiental. Ele também propôs uma consulta prévia às comunidades indígenas e defendeu que os próprios indígenas tenham a opção de explorar. "É claro que nesse processo todo tem que haver uma consulta prévia aos povos indígenas, tem que ser respeitado esse diálogo com eles. A questão ambiental se resolve com o Estado presente lá. No momento em que a gente regulamentar, o Estado estará fiscalizando e adequando", afirmou. Segurança nas fronteiras Durante a entrevista, Nicoletti também defendeu apoio e armamento para guardas municipais que atuam em regiões de fronteira, como Pacaraima e Bonfim, no Norte de Roraima. A proposta, segundo ele, é reforçar a segurança. O candidato também propôs uma rede integrada de segurança pública com a participação da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar e Guardas Civis Municipais, coordenada por uma Secretaria de Segurança Pública unificada para combater crimes como a entrada de drogas e armas no estado. "Precisamos também de um sistema de inteligência e de uma integração das forças, porque hoje não adianta trabalhar apenas a PF e a PRF em uma vertente, deixando a Guarda Civil e a Polícia Militar de fora. Precisamos de uma Secretaria de Segurança Pública dentro deste estado que una todas as forças para que possamos trabalhar conjuntamente no combate à entrada, principalmente, de armas e de drogas.", disse. O candidato também afirmou que há descaso do atual governo federal com as fronteiras e defendeu uma lei de imigração "mais forte e mais dura". Entre as medidas citadas por ele estão a cobrança de antecedentes criminais de quem entra no país e a exigência de um cartão de vacinação. Migrantes venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira com Roraima já passam por triagem de saúde durante o processo de atendimento. Como nas entrevistas anteriores, o candidato se posicionou como oposição ao que chamou de "desgoverno" Lula e "governo opressor". Caso o presidente Luis Inácio Lula da Silva seja reeleito, Nicollete afirmou que não negociará votos no Senado em troca de recursos extras para Roraima. O candidato afirmou que cada senador possui cerca de R$ 80 milhões em emendas parlamentares impositivas para destinar aos municípios de Roraima. Por terem execução obrigatória, ele disse que esses recursos não dependem de negociações ou de alinhamento político com o Palácio do Planalto. Quem é Nicoletti Antonio Carlos Nicoletti tem 45 anos, é natural de Ijuí (RS) e formado em direito. Ele ingressou no Exército Brasileiro em 2001 e, em 2015, entrou para a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Atualmente, cumpre o segundo mandato consecutivo como deputado federal por Roraima. Na eleição deste ano, ele tem como suplentes Velton Quincozes Poleto (1º) e Michele Marques Gutierrez (2ª). Entrevistas com candidatos ao Senado Nicoletti foi o segundo candidato ao Senado entrevistado ao vivo na série de sabatinas da CBN Amazônia Boa Vista. Participam os cinco candidatos mais bem colocados na primeira pesquisa Quaest, contratada pela Rede Amazônica e divulgada no dia 27 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes das campanhas. A primeira entrevista, com Hélio Lopes (PL), marcada para segunda-feira (7), não ocorreu após o candidato faltar. Os outros candidatos serão entrevistados ao longo da semana: Chico Rodrigues (PSB) – quarta-feira (9); Helena da Asatur (PSD) – quinta-feira (10); Teresa Surita (MDB) – sexta-feira (11). Roraima tem 401.496 pessoas aptas a votar nas Eleições Gerais de 2026. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Nicoletti, candidato ao Senado por Roraima, é entrevistado no Bom dia Roraima e diz como pretende atuar Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
