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Ciência tenta desvendar os mistérios do envelhecimento saudável

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/zAJpxITJ85zyTaKhBTAUCNi1kSs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/c/w/UdO6VjROA2OojICzPoww/supercentenarioscelulascontracancernova.jpg" /><br /> Os pilares da longevidade são bem conhecidos e assunto recorrente deste blog: atividade física, alimentação saudável, sono de qualidade, conexões sociais e por aí vai... No entanto, o que a ciência vem descobrindo é que as alterações moleculares do envelhecimento são muito mais singulares do que se acreditava. Isso significa que dois indivíduos saudáveis, com a mesma idade, podem vivenciar trajetórias de envelhecimento significativamente distintas. Idosa em sua cozinha: alterações moleculares do envelhecimento são muito mais singulares do que se acreditava Age without limits Um novo estudo, liderado por pesquisadores do King’s College London e considerado o levantamento molecular sobre o envelhecimento mais abrangente já feito, demonstra, pela primeira vez, que fatores genéticos e influências ambientais interagem continuamente ao longo da vida de uma pessoa. Os pesquisadores constataram diferentes trajetórias de mudança entre os participantes portadores de um gene associado ao envelhecimento cardíaco (CXCL9). Eles também observaram que os níveis do gene supressor de tumor (Proteína Tumoral P53 ou TP53) diminuíram em certos indivíduos à medida que envelheciam, o que pode alterar o risco de desenvolvimento de câncer. Ao longo de oito anos, a equipe mediu repetidamente os níveis de atividade de cerca de 16 mil genes e centenas de metabólitos nos mesmos 335 indivíduos, criando um dos estudos multiômicos – abordagem avançada que analisa múltiplos tipos de dados biológicos – de longo prazo mais detalhados sobre o envelhecimento saudável até o momento. A pesquisa destaca correlações entre exposições ambientais e a evolução dos perfis moleculares ao longo do tempo. Conclusão? Medidas de saúde pública voltadas para riscos ambientais podem gerar impactos em nível molecular. O envelhecimento molecular envolve o acúmulo contínuo de danos celulares aliado a alterações químicas em moléculas essenciais como DNA, proteínas e lipídios. Com o tempo, essa progressão leva a uma deterioração gradual da função dos tecidos, a uma maior vulnerabilidade física e a um risco elevado de condições relacionadas à idade, incluindo câncer, além de distúrbios cardiometabólicos e neurodegenerativos. O segredo dos supercentenários contra o câncer O sistema imunológico humano possui células especializadas, chamadas linfócitos T citotóxicos CD4, que demonstraram ser capazes de matar células tumorais em alguns tipos de câncer. Quando uma pessoa adoece, essas células se multiplicam em um processo chamado expansão clonal para ajudar no combate à infecção. Em um estudo publicado no periódico Cell Reports, pesquisadores mostram que tais células imunológicas podem desempenhar um papel relevante no envelhecimento saudável entre supercentenários. Possivelmente ajudam esses indivíduos a alcançar idades avançadas porque são aliadas no combate ao câncer. Sua função é de sentinela: elas rondam o organismo em busca de células que representem uma ameaça. Quando as localizam, sinalizam o problema para outras células imunológicas. Foram analisadas amostras de sangue de 28 adultos divididos em três faixas etárias: 70–99, 100–109 e 110 anos ou mais. A proporção dos linfócitos T citotóxicos CD4 aumentou com a idade, apresentando medianas de 4%, 9,6% e 17,6%, respectivamente. Na prática, os anciãos podem estar respondendo a ameaças imunológicas persistentes. “O envelhecimento imunológico não é simplesmente um processo de declínio”, afirmou o primeiro autor Kosuke Hashimoto, professor da Universidade de Osaka, no Japão. “A expansão seletiva de certas células T sugere que, mesmo em idade bastante avançada, o sistema imunológico pode se adaptar aos desafios relacionados ao envelhecimento.” Parada da longevidade E, para celebrar o envelhecimento, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo realizará, no dia 27, a 3ª Parada da Longevidade. O evento, gratuito, busca reunir 6 mil pessoas para combater o etarismo e promover um debate sobre a qualidade de vida da população idosa. Haverá programação das 8h às 12h, na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Fiesp.

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