Grito dos Excluídos em SP reúne movimentos sociais, tem ação de distribuição de alimentos e protesto contra violência de gênero
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/7kDi4X9jOSo_jxcX5uj7N-Arc3w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/8/J/7JCpApRYuA1pu4tjNFZA/fotojet-97-.jpg" /><br /> Grito dos Excluídos reúne movimentos sociais e faz caminhada pelo Centro de SP Movimentos populares realizaram na manhã desta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas no Centro de São Paulo. O ato começou com um café da manhã oferecido à população em situação de rua na Praça da Sé e seguiu com uma caminhada por ruas da região. A manifestação foi marcada por discursos em defesa da moradia, dos direitos trabalhistas, da democracia, do combate à violência contra as mulheres e da redução das desigualdades sociais. Realizado anualmente no Dia da Independência, o evento foi criado em 1995 como um contraponto às celebrações oficiais de 7 de Setembro. Neste ano, o movimento adotou o lema "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!", mantendo como tema permanente "Vida em Primeiro Lugar!". Ainda nas primeiras horas da manhã, mesmo com os termômetros marcando cerca de 12°C e sob chuva fina, pessoas começaram a formar fila na Praça da Sé para receber o café distribuído pelos organizadores, composto por pão, café, leite, banana e mexerica. Grito dos Excluídos reúne movimentos sociais e faz caminhada pelo Centro de SP em defesa da moradia e violência contra as mulheres TV Globo Segundo Paulo Pedrini, coordenador da Pastoral Operária, a escolha da Sé para o início das atividades tem significado simbólico. "A Praça da Sé é símbolo de luta pela democracia e pelos direitos humanos. Então organizamos esse café para a população de rua como um gesto de luta contra a exclusão social em nosso país", afirmou. Ele explicou que os alimentos foram obtidos por meio de doações e de uma arrecadação financeira feita entre os organizadores. "Muitos alimentos são doados. Houve frutas doadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e também fizemos um esforço financeiro para comprar os itens necessários para produzir os pães, o café e o leite. Foi tudo de forma partilhada." Após o café da manhã, um carro de som foi instalado na praça para o início do ato político-cultural, que contou com apresentações musicais e discursos de representantes de movimentos populares, pastorais e organizações sociais. Para Miriam Hermógenes, coordenadora nacional da Central de Movimentos Populares, o evento busca chamar atenção para a exclusão social existente no país. "A liberdade só pode ser plena quando a gente não tem exclusão da população em situação de rua", disse. Às 10h, os participantes iniciaram a caminhada pelas ruas do Centro. O percurso passou por Pateo do Collegio, Rua Boa Vista, Largo São Bento, Rua Líbero Badaró e terminou no Largo São Francisco. A analista financeira Helen Brito afirmou que participou da mobilização para defender políticas de habitação: "São Paulo tem um déficit de moradia muito grande. Quem tem uma renda mais baixa não tem muita oportunidade, então estar aqui faz a diferença". Já Arthur Melo, diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), disse que a manifestação também teve como objetivo reforçar a defesa da democracia e do investimento em áreas estratégicas. "A gente está nas ruas para dar um recado muito claro de que o Brasil precisa ser esse país que tenha democracia, que continue construindo a sua soberania nacional e que continue investindo em ciência e tecnologia." A programação foi encerrada com uma missa na Catedral da Sé, celebrada às 12h.
